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Militares temem ser chamados de “maricas” por Bolsonaro, diz Mandetta

Colaboradores Yahoo Notícias
·2 minuto de leitura

O ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta afirmou que muitos militares que integram o governo temem ser chamados de “maricas” pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) se usarem máscara. Para o ex-chefe da pasta, eles estão “rasgando sua biografia militar” porque “lá atrás o Exército brasileiro decidiu pela ciência”.

Em entrevista ao podcast Baixo Clero, do portal UOL, Mandetta foi questionado sobre o comportamento de alguns militares do governo que não usam máscara nem respeitam as medidas de prevenção contra o novo coronavírus. “Provavelmente eles têm medo do presidente chamá-los de maricas se eles aparecerem de máscara”, respondeu o ex-ministro.

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“Não gosto muito de generalizar como ‘as Forças Armadas no governo’, mas acho que são pessoas que, a maior parte deles, foram para a reserva e hoje são ex-militares, com a exceção do ministro da Saúde, um militar da ativa”, prosseguiu Mandetta.

“O Exército brasileiro decidiu, lá atrás, pelo iluminismo, pela ciência. A Academia Militar abriu o IME [Instituto Militar de Engenharia], abriu o ITA [Instituto Tecnológico de Aeronáutica], eles decidiram tomar decisões com base no conhecimento e não no achismo. Quando eles têm esse tipo de comportamento, eles estão rasgando a biografia militar deles, em primeiro plano. Segundo, eles estão fazendo um teatro para agradar chefe”, complementou o ex-líder da Saúde.

Mandetta deixou o governo Bolsonaro em abril, após divergências com Bolsonaro sobre a adoção de protocolos recomendados pela OMS (Organização Mundial da Saúde), como o distanciamento social, e o uso de medicamentos sem eficácia cientificamente comprovada para o tratamento da Covid-19.

Sobre o atual ministro da Saúde, o general Eduardo Pazuello, Mandetta afirmou que “ele está no lugar errado fazendo coisas erradas”.

“É muito desagradável você ver um ministro da Saúde, um general da ativa cumprindo um papel que não é dele. Ele não conhece de saúde pública, pode ser muito bom em logística em quartel, mas em saúde não”, opinou.