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'Militares não querem jamais repetir o golpe de 1964', diz Michel Temer

·2 minuto de leitura

SÃO PAULO — O ex-presidente Michel Temer (MDB) disse que os militares não querem "jamais" repetir o golpe de 1964 e que, embora façam parte do governo do presidente Jair Bolsonaro, não tem interesse de se envolver em uma ruptura institucional. Em entrevista ao programa "Roda Viva", da TV Cultura, na noite desta segunda-feira, Temer afirmou que não há "conveniência" para impeachment do presidente, mas que, se fosse "amigo" do presidente, diria para ele não se candidatar. Ainda segundo ele, o excesso de candidaturas do centro político, neste momento, enfraquece a oportunidade de vitória da terceira via.

— Eu tive muita convivência com os militares. O que posso dizer é que eles são rigorosamente cumpridores da Constituição Federal. O segundo ponto é que eles não querem jamais repetir (o golpe de) 1964. Eles não têm o menor interesse em fazer isso — afirmou o ex-presidente.

Temer minimizou a presença de militares no governo de Jair Bolsonaro e comparou com o seu governo, onde havia muitos advogados, segundo ele.

— É mais ou menos natural. Não significa que os militares tomaram o poder neste momento, significa que estão cumprindo uma função civil. Acho que quem entrar vai levar suas pessoas de confiança e modificar esse quadro — afirmou.

Articulador da Carta à Nação, documento em que Bolsonaro recua dos ataques feitos ao Supremo Tribunal Federal (STF) no dia 7 de setembro, Temer disse não ter intimidade com o presidente, mas que se fosse um amigo não o aconselharia a tentar uma reeleição.

— Eu diria que não convém você se candidatar. Mas como não tenho nenhuma intimidade, seria uma ousadia sem conta dizer ‘não se candidate' — disse ele.

Ao comentar o jantar em que foi filmado dando risada de um imitador de Bolsonaro, Temer disse que o humorista fez imitações de outras pessoas, inclusive dele, e que ligou para o presidente para contar o que ocorreu.

Ainda sobre a eleição do ano que vem, o ex-presidente fez ressalvas sobre a chamada “terceira via”. Para ele, a grande quantidade de pré-candidatos vai enfraquecer o voto e manter a polarização entre Bolsonaro e Lula (PT).

— Eu verifico que alguns que estão sendo cogitados serão candidatos de qualquer maneira. Eu vejo o candidato lá do Ceará (Ciro Gomes), ele é candidato, não tem essa história. No PSDB, quem foi eleito, escolhido na prévia, seguramente será candidato. E tem outros dois ou três que se lançam como pré-candidatos ou candidatos. Isso vai atonizar o voto da chamada terceira via e manter a polarização — disse.

Ao longo da entrevista, Temer defendeu as urnas eletrônicas, criticou as emendas de relator, disse que não se arrepende de ter votado em Bolsonaro porque ele não criticou seu governo e ainda afirmou que não atuou pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

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