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Milicianos rivais travam guerra por faturamento milionário na Zona Oeste

·3 minuto de leitura

Faturamentos milionários estão por trás de uma guerra que envolve dois grupos de milicianos rivais no Rio. Alvo de um ataque, nesta quinta-feira, feito por homens do grupo paramilitar chefiado por Danilo Dias Lima, o Danilo Tandera, a Zona Oeste é a região que traz mais lucro para a milícia. Estimativa da polícia revela que é exatamente nesta área que o grupo chefiado por Luis Antonio da Silva Braga, o Zinho, arrecada mensalmente entre R$ 5 milhões e R$ 10 milhões.

A maior parte desta dinheiro vem do transporte alternativo. Só com cobrança de taxas de motoristas de vans, a milícia arrecada mensalmente entre R$ 1 milhão e R$ 2 milhões, de acordo com investigações da policia. A decisão de invadir pontos de Campo Grande, Santa Cruz e Paciência, e de queimar vans, teria sido tomada depois que dois homens de Tandera foram mortos a tiros, nesta quarta-feira, em Nova Iguaçu. O crime aconteceu no Bairro do Marapicu, localizado às margens da Avenida Abílio Augusto Távora. Os incêndios dos carros do transporte alternativo seriam uma forma de pressionar os motoristas a pagarem taxas para o bando de Tandera. Atualmente, o dinheiro é recebido pelo bando de Zinho.

A guerra entre as duas quadrilhas de milicianos não foi deflagrada agora. Danilo controla os negócios da milícia em Nova Iguaçu, Itaguaí, Seropédica e em alguns pontos da Zona Oeste, em Santa Cruz. Ex-homem de confiança de Wellington da Silva Braga, o Ecko, irmão de Zinho, morto pela policia, em junho, Tandera expandiu sua área de domínio com apoio de armas e de homens cedidos por Ecko. Entre o fim de 2020 e o início de 2021, Wellington da Silva Braga teria tido um desentendimento com Tandera e os dois romperam. A polícia ainda não sabe a razão do rompimento . Um dos possíveis motivos seria a negativa de Tandera em devolver 38 fuzis que haviam sido emprestados pelo antigo comparsa.

A versão, no entanto, não chegou a ser confirmada oficialmente pela polícia. Outra hipótese seria a prisão de três homens ligados ao tráfico que apoiavam a milícia de Leonardo Luccas Pereira, o Leléo. Aliado de Tandera, Leléo controla os negócios dos paramilitares no Morros do Fubá, em Campinho, e nas Favelas Bateau Mouche e Chacrinha, na Praça Seca. O trio foi preso, dia 5 de janeiro, quando deixava o Morro da Rua Barão após evitar a invasão de traficantes de uma facção criminosa.

Levado para um presídio que concentra milicianos, eles teriam sido expulsos pelos paramilitares ligados a Ecko, o que teria causado descontentamento a Tandera.Dois dias depois, Ecko determinou uma invasão a Favela da Gardênia, em Jacarepaguá, que era controlado pelo grupo de Leléo. A entrada de paramilitares rivais foi filmada por câmeras de segurança. Na ocasião, eles ordenaram que os comerciantes do local passassem a fazer o pagamento de taxas para o grupo de Ecko.

No dia 12 junho, Wellington da Silva Braga morreu durante uma operação da polícia. Ele foi substituído no comando da quadrilha por Zinho, que é seu irmão e que anteriormente era o operador financeiro do grupo. Um dia depois, homens do bando de Tandera invadiram e ocuparam, por algumas horas, a comunidade Manguariba, em Paciência, que era controlada pelo rival. Nesta quinta-feira, o bando de Danilo fez novo ataque contra o grupo de Zinho. A polícia apura se o assassinato de dois homens, mortos com tiros de fuzil em Santa Cruz, nesta mesmo dia, está ligado a guerra de milicianos.

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