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Miliciano Ecko passou a ser procurado pela polícia em 2016, quando teve a prisão decretada pela primeira vez

·3 minuto de leitura

RIO - Morto no último sábado durante uma operação para prendê-lo, o miliciano Wellington da Silva Braga, o Ecko, passou a ser procurado pela polícia do Rio no fim de 2016. Até aquele momento, o criminoso não tinha qualquer anotação em sua ficha criminal. No dia 7 de dezembro daquele ano, Ecko teve a prisão decretada pela Justiça pela primeira vez, acusado de homicídio e tentativa de homicídio. Quatro meses depois, em abril de 2017, Ecko assumiria o comando da maior milícia do Rio após a morte do irmão, Carlos Alexandre da Silva Braga, o Carlinhos Três Pontes.

O miliciano foi acusado de ter matado um gerente do tráfico de drogas na comunidade do Aço, em Santa Cruz, em 13 de maio de 2014, durante a tomada da região pelo seu grupo paramilitar. Na época, a milícia era comandada por Carlinhos.

Ecko foi acusado de ter matado a tiros Wagner de Souza Sarandão, o Juninho, que era gerente do tráfico na comunidade do Aço, e de ter tentado matar Lázaro Marcelo Isaías. A polícia chegou a ter dificuldades para chegar à identificação de Ecko, o que só foi possível ao cruzar informações de outra investigação em andamento.

Em depoimento à Delegacia de Homicídios da capital, Lázaro apontou o miliciano identificado como Ecko , integrante do “bonde do Carlinhos” como autor do crime. Em um primeiro momento, os policiais da DH acreditaram que tratava-se de Wallace da Silva Braga, o Batata, também irmão de Carlinhos e Ecko. A vítima chegou a reconhecer Wallace como responsável pelos disparos.

Entretanto, ao cruzar os dados com os de outro inquérito, os investigadores chegaram ao nome verdadeiro de Ecko, Wellington da Silva Braga, e em um novo reconhecimento ele foi apontado pela vítima como o verdadeiro autor dos disparos. No dia 9 de novembro de 2016, DH concluiu o inquérito e inidicou Ecko pelos crimes. Carlinhos Três Pontes também foi indiciado, uma vez que na condição de chefe da milícia "possuía o domínio final do fato". As prisões preventivas de ambos foram pedidas à Justiça.

Para a Polícia Civil, o crime foi motivado pela disputa territorial pela comunidade do Aço. Em 7 de dezembro daquele ano, o juiz Alexandre Abrahão decretou as prisões de ambos. Obtida pelo EXTRA, a Folha de Antecedentes Criminais de Ecko, datada de 6 de dezembro de 2016, demonstra que o criminoso não possuía qualquer anotação criminal naquela ocasião.

Detalhes do crime

Lázaro afirmou que estava com o amigo, Juninho, quando Ecko chegou em uma moto, acompanhado de um homem não identificado. A vítima afirmou que o miliciano perguntou se ele queria comprar roupas, e diante de sua negativa, atirou contra seu rosto. Lázaro contou ter caído no chão e nesse momento Ecko o atingiu mais duas vezes.

Apenas no hospital Lázaro soube que o amigo foi morto na quadra da comunidade do Aço, perto do local onde ele tinha sido baleado. Ainda segundo Lázaro, após o homicídio, Ecko passou a circular pela comunidade com o fuzil de Juninho.

Na investigação, em 2016, a polícia já apontava Ecko como um integrante do grupo paramilitar que possuía status. Segundo informações obtidas na época, Ecko solicitava dinheiro para membros da quadrilha, exigia que lhe buscassem em alguns locais e chegava a dar “esporros” quando algum integrante não atendiam o telefone ou demoravam a apanhá-lo no endereço solicitado.

Ecko respondia a processo na 3ª Vara Criminal pelos dois crimes. A Justiça tentava, há dois anos, intimar Lázaro para depor em audiência do caso, mas ele nunca foi encontrado.

Antes de ser morto, durante operação no último sábado, Ecko era o bandido mais procurado do estado. De acordo com o Banco Nacional de Mandados de Prisão, havia 10 mandados de prisão em aberto contra ele.

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