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Miliciano acusado de roubar combustível e causar morte de menina é preso

O Globo
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RIO - Policiais da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA) prenderam, no sábado (10), um integrante da milícia de Duque de Caxias. Ele é acusado de provocar a morte da menina Ana Cristina Pacheco, de apenas 9 anos, que caiu em uma poça de gasolina quente formada pela perfuração de um duto da Transpetro em uma tentativa de roubo de combustível. O crime aconteceu em abril de 2019, e o vazamento decorrente levou outras duas pessoas ao hospital.

Segundo informações da Polícia Civil, o suspeito foi localizado em Cabo Frio, na Região dos Lagos, após trabalho de inteligência e monitoramento. O nome do preso não foi divulgado, mas ele é descrito como "extremamente perigoso", além de possuir diversas passagens criminais, incluindo casos de homicídio, formação de quadrilha e furto de combustível. Há também uma acusação de atentar contra a vida de policiais, ao reagir com disparos de arma de fogo e fugir de uma tentativa de prisão, em fevereiro do ano passado.

Desta vez, os agentes utilizaram uma embarcação na captura, para minimizar os riscos.

Relembre o caso

Uma tentativa de roubo provocou vazamento de gasolina de um oleoduto no bairro Parque Capivari, em Duque de Caxias. O combustível em alta temperatura jorrou a uma altura de 10 metros. Casas tiveram que ser esvaziadas às pressas e houve danos ao meio ambiente.

Devido ao forte cheiro do produto, moradores do local foram retirados de casa pelo Corpo de Bombeiros. Ana Cristina foi a única vítima fatal. A criança, que morava em frente ao duto, teve 80% do corpo queimado. Ela faleceu um mês depois.

Cerca de dois meses depois, a mãe e o avô da menina foram acusados de participação no esquema. Eles foram apontados como olheiros, recebendo R$ 500 por roubo, mas negaram envolvimento. No Portal dos Procurados do Disque Denúncia, Mateus Kevin da Silva Belo e Wesley Muniz Pollete apareciam como os responsáveis pela perfuração.