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Milho 2ª safra já enfrenta problemas com tempo seco no centro-sul do Brasil, diz AgRural

·2 minuto de leitura
Plantação com segunda safra de milho vista perto de Lucas do Rio Verde, no Mato Grosso

SÃO PAULO (Reuters) - O desenvolvimento do milho segunda safra 2020/21 do Brasil é motivo de preocupação em algumas das principais regiões do centro-sul, devido aos menores volumes de chuva registrados entre o fim de março e o início de abril, com lavouras enfrentando estresse hídrico, disse a consultoria AgRural.

Os problemas estão concentrados sobre parte do Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo, afirmou a consultoria em análise divulgada nesta segunda-feira.

"Há problemas tanto em áreas já entrando em (estágio) reprodutivo como em áreas semeadas mais tarde, ainda em vegetativo, e parte dos produtores já fala em perda de potencial produtivo", disse a empresa.

A situação é menos complicada em Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais, onde o volume de chuvas segue um pouco melhor. "Mesmo assim, a apreensão entre os produtores é grande em todo o centro-sul".

Até o momento, a consultoria estima colheita de 80,1 milhões de toneladas para a "safrinha" baseada em linhas de tendência de produtividade. Os números, no entanto, serão revisados na segunda quinzena de abril e, caso persista o padrão mais seco e quente, novos cortes poderão ser feitos, admitiu a AgRural.

Na soja, a colheita alcançou 85% das áreas cultivadas no Brasil até a última quinta-feira (8), com avanço de sete pontos percentuais em uma semana e superando ligeiramente os 84% da média de cinco anos. O resultado, porém, ainda é inferior aos 89% de um ano atrás.

Segundo a consultoria, os trabalhos estão virtualmente encerrados nos três Estados do Centro-Oeste e em Rondônia, e avançam sobre os talhões finais do Paraná, São Paulo e Minas Gerais.

"No Rio Grande do Sul, ainda há atraso em relação a anos anteriores. Mas, com tempo seco nos radares, as colheitadeiras devem ganhar grande impulso nesta semana", estimou.

A AgRural projeta colheita de soja 2020/21 em recorde de 133 milhões de toneladas no maior país produtor e exportador global da oleaginosa, embora tenha uma previsão mais conservadora que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que vê potencial para 135,5 milhões de toneladas.

(Por Nayara Figueiredo)