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Milhares protestam pelo quarto dia consecutivo contra reforma tributária na Colômbia

·3 minuto de leitura
Manifestação contra a reforma tributária do governo colombiano, em 1º de maio de 2021, em Bogotá

Milhares de pessoas se manifestam neste sábado (1), pelo quarto dia consecutivo, na Colômbia para exigir a suspensão de uma reforma tributária que, afirmam, pune a classe média em meio à pandemia, enquanto as denúncias de abusos da força pública durante os protestos se multiplicam.

O anúncio feito na véspera de que o presidente Iván Duque reformulará o projeto, retirando as propostas mais polêmicas, como o aumento do IVA sobre bens e serviços, não acalmou os manifestantes convocados pelo Comitê Nacional de Desemprego.

No meio da terceira onda de covid-19, sindicatos, estudantes, indígenas, oposição e outras organizações da sociedade civil mais uma vez tomaram as ruas das principais cidades do país no Dia Internacional dos Trabalhadores.

“É incrível que nesta crise que vivemos, nesta violência que atravessa o país”, um governo decide “fazer uma reforma tributária (que) acaba empobrecendo ainda mais a população”, disse Julián Naranjo, administrador ambiental em Bogotá, disse à AFP.

Além da capital, ocorrem manifestações em Medellín, Cali, Barranquilla e Neiva, bem como em cidades intermediárias.

Em Bogotá, a marcha se divide em duas: uma parte que vai para a praça central de Bolívar, ao lado do palácio do governo, e outra para a residência do presidente conservador, com popularidade em vermelho (33%).

Com a reforma, o governo pretendia arrecadar cerca de 6,3 bilhões de dólares entre 2022 e 2031, para estabilizar as finanças de um país com desemprego urbano de 16,8% em março, cujo PIB caiu 6,8% em 2020, seu pior desempenho em meio século.

Junto com os protestos, fortes distúrbios foram registrados desde quarta-feira no centro e no sudoeste do país. Em resposta, o governo decidiu militarizar a cidade de Cali, capital de 2,2 milhões de habitantes do Vale do Cauca, com a chegada de cerca de 3.000 soldados e policiais.

Daquela cidade, o ministro da Defesa, Diego Molano, denunciou que os excessos foram orquestrados por "organizações criminosas", entre as quais dissidentes que não aceitaram o pacto de paz assinado com a guerrilha das Farc em 2016.

O governo manteve silêncio oficial sobre o número de civis feridos nas manifestações e nos excessos, e reconhece apenas uma morte, apesar de se multiplicarem as denúncias sobre graves violações dos direitos humanos cometidas pelas forças públicas.

O Ministério Público afirmou em um chat de jornalistas que está investigando seis homicídios ocorridos durante os protestos para verificar "se têm ou não relação com o conflito social que está ocorrendo na região".

E a Defensoria do Povo, autônoma, alertou sobre 179 civis feridos e duas mortes em Neiva (centro) e Bogotá.

Enquanto isso, em um pedido de "ação urgente" protocolado no Congresso, 19 parlamentares da oposição informaram que quatro das mortes poderiam ter sido causadas "pelas ações da polícia" e indicaram que tinham informações sobre 105 feridos nas manifestações.

Em setembro, a morte de um engenheiro durante um procedimento policial, gravado em vídeo, gerou revoltas contra a brutalidade policial que deixou 500 feridos e uma dúzia de mortos.

“Saí a marchar pela reforma tributária, mas também (...) pelos abusos da polícia e da ESMAD (esquadrão anti-motim) que ocorreram nos últimos dias das marchas (...), pelos quais não podemos ficar calados", Sebastián Huertas, um estudante de direito de 21 anos, disse à AFP.

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