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Milhões de ratos aterrorizam a Austrália; praga pode estar rumo a Sidney

·3 minuto de leitura

Nos últimos seis meses, milhões de ratos vêm aparecendo no estado Nova Gales do Sul, na Austrália, e apavorando os moradores. Os animais já foram flagrados dentro de residências, nos telhados, campos, cestos de lixo, salas de aula e até mesmo em camas de hospitais e dentro de enchimento de poltronas.

O aparecimento dos ratos, que já virou uma praga, vem custando caro ao governo do estado, que precisou investir US$ 50 milhões para acelerar a aprovação do que pode ser o veneno de rato mais mortal já visto. O problema está longe de ser resolvido e um canal de TV local chegou a criar um mapa que prevê o avanço dos animais à capital do estado, Sidney, até agosto deste ano.

O vídeo abaixo mostra um pouco do terror que os moradores de Nova Gales do Sul vêm passando:

O canal de televisão Channel 10 consultou Dieter Mafra, um especialista em ratos, para ajudar nessa previsão. Ele conta que os animais poderão entrar nas cidades quando estiverem dentro de caminhões e caixas de comida, o que será difícil de monitorar.

Segundo o último monitoramento de ratos na Austrália feito pelo CSIRO (Commonwealth Scientific and Industrial Research Organisation), órgão de pesquisa científica do país, foi observada uma atividade de ratos entre os níveis moderado a alto nas regiões nordeste, central e sudeste do estado, além de outras partes do sul. A análise foi feita pelo site MouseAlert, que disponibiliza uma plataforma para fazendeiros e produtores de grãos controlarem a entrada de ratos em suas plantações em tempo real.

Diferente do canal de televisão, os pesquisadores do CSIRO não acreditam que os ratos chegarão a Sidney porque os animais não têm o costume de ficar muito longe de seus ninhos. "Ratos não são animais migratórios. Eles podem se mover em até 100 metros do ninho, mas retornarão no final da noite. Os ratos vivem nos mesmos lugares que os humanos e, na maioria das vezes, passam despercebidos", explica.

<em>Imagem: Reprodução/Varga/Pixabay</em>
Imagem: Reprodução/Varga/Pixabay

O órgão completa dizendo que os novos avistamentos em áreas urbanas se devem ao crescimento da população, fazendo com que os restos de comida sejam um atrativo aos animais. Além disso, o clima mais frio faz com que eles busquem abrigos dentro de residências, o que os tornam mais visíveis, e que nas temporadas de procriação os ratos mais jovens se dispersam para encontrar novas moradias.

Steve Henry, também especialista em ratos e pesquisador do CSIRO, conta que uma praga desta magnitude acontece uma vez a cada 10 anos e que as práticas agrícolas estão sempre mudando, criando métodos de conservação mais sustentáveis, por exemplo, fazendo com que os ratos precisem buscar por outras formas de conseguir alimento.

Henry recomenda aos fazendeiros o uso de iscas de trigo revestidas com fosfeto de zinco para afastar os ratos, o que foi autorizado em caráter emergencial pelas autoridades da Austrália. Nas residências, a recomendação é manter longe restos de comida, tapar buracos com esponjas de aço e colocar lacres nas portas. Enquanto isso, o bromadiolone, veneno ainda mais mortal, está em processo de aprovação, o que segundo especialistas pode ser perigoso até mesmo para animais domésticos.

Fonte: Canaltech

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