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Milhões de pessoas celebram a Páscoa sob novas restrições anticovid

Pelos escritórios da AFP
·4 minuto de leitura

Cristãos em todo o mundo celebravam este fim de semana de Páscoa novamente sob restrições contra o coronavírus, que continua a se espalhar, especialmente na América Latina, que já contabiliza mais de 25 milhões de infecções.

Dado o aumento das infecções, e apesar do avanço das campanhas de vacinação, muitos governos tiveram que impor novamente medidas para conter o avanço da doença.

A Itália, um dos países europeus mais atingidos pelo vírus, iniciou neste sábado (3) um confinamento estrito durante a Semana Santa, com todo o território considerado "zona vermelha" de alto risco, o que privou as famílias de se encontrarem neste tradicional feriado cristão.

Em Roma, na normalmente barulhenta Piazza Navona, algumas pessoas eram vistas passeando com seus cães, em um dia de primavera.

Nos arredores, as lojas consideradas essenciais estavam abertas, mas sem as multidões habituais.

Na França, novas restrições em todo o território entraram em vigor neste sábado, para tentar conter uma explosão de casos que está levando os hospitais da capital à beira do colapso.

E na vizinha Alemanha, onde o governo teve que voltar atrás em severas restrições para o fim de semana da Páscoa, a chanceler Angela Merkel pediu à população que limite suas reuniões o máximo possível.

A líder pediu "uma celebração da Páscoa tranquila, em círculos pequenos, com contatos reduzidos".

Apesar dos apelos, uma nova manifestação contra as restrições reuniu milhares de pessoas em Stuttgart (oeste), a maioria sem máscaras.

Na Suíça, era celebrada neste sábado uma vigília virtual com velas em memória às quase 9.000 pessoas falecidas com a covid-19 no país.

E no outro extremo do planeta, nas Filipinas, país que costuma celebrar com fervor a Semana Santa, o governo estendeu o confinamento em Manila e quatro províncias vizinhas durante mais uma semana. No total, a medida afeta 24 milhões de pessoas.

- 25 milhões de casos -

A região da América Latina e do Caribe ultrapassou na sexta-feira os 25 milhões de casos e contabilizou mais de 792.000 mortes pela covid-19, de acordo com uma contagem da AFP.

No Chile, que já vacinou 24% de sua população com duas doses e progride mais rápido que qualquer outro país na região, os piores números de infecções desde o início da pandemia foram registrados nos últimos dias.

Neste contexto, as autoridades anunciaram o fechamento das fronteiras a partir de segunda-feira e por todo o mês de abril. No total, o país ultrapassou um milhão de infecções e 23.000 mortes.

Na Argentina, o presidente Alberto Fernández anunciou na sexta-feira que testou positivo para a covid-19 em um teste de antígenos, mais de um mês após receber a segunda dose da vacina.

"Não tenho a menor ideia de como me contagiei. Sou alguém que se cuida muito. Se não fosse pela vacina, estaria me sentindo muito mal", disse em sua primeira declaração pública após o teste positivo.

A Argentina, com 44 milhões de habitantes, enfrenta uma segunda onda de coronavírus com uma escalada sustentada de infecções, totalizando mais de 2,3 milhões de casos e 56.023 mortes.

Em muitos países da região há casos da variante brasileira do coronavírus, a chamada P1, que se acredita ser mais contagiosa.

O Brasil, segundo país do mundo com mais mortes pelo vírus (328.000), viveu o pior mês da pandemia em março com mais de 66.000 óbitos.

Entre os estados que aplicam medidas sanitárias, o Rio de Janeiro anunciou na sexta-feira uma prorrogação parcial das restrições, inicialmente previstas para durar até domingo.

No mundo, o coronavírus matou mais de 2,82 milhões de pessoas e infectou mais de 130 milhões.

- "Não baixar a guarda" -

Na sexta, a notícia positiva veio dos Estados Unidos, onde mais de 100 milhões de pessoas receberam pelo menos uma dose da vacina anticovid, segundo dados da autoridade sanitária.

Apesar desse número encorajador, o presidente Joe Biden voltou a pediu aos americanos "para não baixar a guarda" diante da pandemia, que já matou quase 555.000 pessoas no país.

Em outros países, as campanhas de vacinação não avançam como deveriam.

Na Europa, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que apenas 10% da população recebeu uma dose e 4% ambas, longe de seus objetivos.

Na União Europeia, existem quatro imunizantes anticovid licenciados: Pfizer/BioNTech, Moderna, Johnson & Johnson e AstraZeneca. Este último, desenvolvida pelo laboratório anglo-sueco e pela Universidade de Oxford, está no centro de uma polêmica sobre possíveis coágulos sanguíneos detectados em pessoas imunizadas com o fármaco.

Apesar de o regulador europeu garantir que é "segura e eficaz", vários países, como Noruega e Dinamarca, optaram por suspender temporariamente o seu uso. Outros, como a Alemanha, Holanda e França, impuseram limites de idade à sua aplicação.

No Reino Unido, onde mais de 18 milhões de doses deste imunizante já foram administradas, sete pessoas que a receberam morreram em decorrência de coágulos sanguíneos, de um total de 30 casos identificados até agora, informou neste sábado o regulador britânico de medicamentos.

bur-es/me/mr/mvv