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Milhões de buracos negros e estrelas de nêutrons estão neste mapa cósmico

·3 minuto de leitura

O primeiro conjunto de dados públicos do telescópio europeu eROSITA já está pronto. Apresentado na reunião da Sociedade Astronômica Europeia, o catálogo conta com todas as informações coletadas durante os primeiros dois meses de operação do instrumento e deve fornecer aos pesquisadores material para mapear uma imensa quantidade de buracos negros e estrelas de nêutrons.

Embora haja uma boa variedade de telescópios espaciais ópticos, como o Hubble, eles são bastante limitados quando o assunto são objetos buracos negros e estrelas de nêutrons, porque eles não emitem luz visível. Entretanto, eles são grandes fontes de raios-X, por isso o eROSITA tem potencial para encontrar milhares desses objetos. Além disso, ele também pode encontrar os grandes conglomerados de galáxias.

Cada ponto brilhante nesta imagem do eROSITA é um buraco negro ou uma estrela de nêutrons (Imagem: Reprodução/Jeremy Sanders/Hermann Brunner/Andrea Merloni/Eugene Churazov/Marat Gilfanov/IKI/eSASS/MPE)
Cada ponto brilhante nesta imagem do eROSITA é um buraco negro ou uma estrela de nêutrons (Imagem: Reprodução/Jeremy Sanders/Hermann Brunner/Andrea Merloni/Eugene Churazov/Marat Gilfanov/IKI/eSASS/MPE)

Outros instrumentos de raios-X vieram antes, como o XMM Newton da ESA ou o Observatório de raios-X Chandra da NASA, mas eles só podiam observar pequenas seções do céu de uma vez. O eROSITA, por outro lado, o primeiro do tipo capaz de fazer imagens de todo o céu, graças ao seu posicionamento no ponto de Lagrange 2, um dos cinco pontos estáveis ​​ao redor do sistema Sol-Terra. Ali, é possível obter uma visão clara do universo.

Por isso, este telescópio lançado em 2019 pode "manter os cientistas ocupados por décadas", de acordo com Andrea Merloni, cientista sênior da missão. É que o eROSITA conseguiu compilar informações sobre 3 milhões de fontes de radiação de raios-X, dos quais cerca de 77% são buracos negros em outras galáxias, 20% são estrelas de nêutrons e buracos negros da Via Láctea, e 3% são aglomerados de galáxias.

Esses números representam três vezes o número de fontes de raios-X encontradas antes, por outros instrumentos. Ainda será necessário validar a maior parte de dados antes de liberá-los à comunidade científica, mas sem dúvidas se trata do maior levantamento desse tipo de objetos já realizado. Mais que isso, os dados poderão resultar em um mapa sem precedentes com as posições de centenas de milhares de buracos negros e estrelas de nêutrons.

Imagem capturada pelo eROSITA e analisada durante a fase de calibração mostra o aglomerado de galáxias Abell 3266, que está em processo de fusão com um grupo menor de galáxias (Imagem: Reprodução/eROSITA-Kollaboration/Sanders)
Imagem capturada pelo eROSITA e analisada durante a fase de calibração mostra o aglomerado de galáxias Abell 3266, que está em processo de fusão com um grupo menor de galáxias (Imagem: Reprodução/eROSITA-Kollaboration/Sanders)

Pesquisadores dedicados ao estudo das estruturas em grande escala do universo poderão usar os dados do eROSITA para localizar os colossais aglomerados e superaglomerados de galáxias. Isso será possível porque o gás que existe entre as galáxias que fazem parte de um mesmo aglomerado é quente e emite brilho em raios-X, ou seja, torna-se um alvo fácil para o eROSITA.

Com o estudo dos aglomerados de várias distâncias e idades, os astrônomos poderão criar uma linha do tempo evolutiva dessas estruturas. Talvez tenham até mesmo a oportunidade de compreender melhor a energia escura, responsável pela expansão acelerada do universo, e sobre a matéria escura, que usa a gravidade para manter a forma das galáxias e seus aglomerados. O eROSITA completará sua missão principal em 2023, mas a equipe espera que ele continue operacional por muitos mais anos, recebendo missões complementares.

Fonte: Canaltech

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