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Milhões de americanos não receberão cheques de ‘sobrevivência’

Donald Moore
·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- No ano passado, Russell Robinson e a família receberam cerca de US$ 2 mil como ajuda do pacote de estímulo. Ele esperava por outro cheque de US$ 2 mil que, segundo promessa do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, chegaria em breve.

Mas, depois que os democratas reduziram a elegibilidade para os cheques, ele, a esposa e três filhos não conseguiram desta vez. Não é que Robinson precise de dinheiro. O consultor de risco, de 43 anos, residente em Kansas City, Missouri, permaneceu empregado durante a pandemia.

“No final das contas, estou reclamando de ganhar muito dinheiro”, disse Robinson. “Mas, ainda assim, é decepcionante.”

Robinson é um dos milhões de americanos que receberam dinheiro federal para alívio do coronavírus em 2020, mas não são elegíveis sob o projeto de lei aprovado esta semana pelo Congresso e que deve ser assinado por Biden na sexta-feira.

Para Robinson, os democratas quebraram uma promessa feita em dezembro, quando chamaram os cheques de US$ 600 de “entrada” de uma rodada posterior. Embora não precise do dinheiro extra, Robinson disse que a falta de um cheque afetará outras pessoas. “Isso fará uma grande diferença para uma mãe de três filhos”, acrescentou. “Será algo que eles lembrarão para a próxima eleição.”

Os pagamentos diretos de US$ 1,4 mil são a maior quantia individual já distribuída na pandemia, e a quantia total gasta será maior do que as rodadas de estímulo aprovadas em março e dezembro. A elegibilidade, no entanto, foi reduzida depois que democratas, como Joe Manchin, da Virgínia Ocidental, e Jeanne Shaheen, de New Hampshire, fizeram pressão para garantir que os fundos não fossem enviados a pessoas que não precisassem do dinheiro para pagar as contas.

Com as maiores restrições para a ajuda, parlamentares que pressionavam pelos cortes conseguiram o que pretendiam: manter o custo baixo. Ao limitar a elegibilidade, o Congresso reduziu o custo do pacote em cerca de US$ 12 bilhões.

Apesar dos sinais de recuperação, milhões de pessoas nos Estados Unidos ainda estão sem trabalho. A taxa de desemprego em fevereiro caiu para 6,2%, aproximadamente a mesma em 2003 após o estouro da bolha da Internet e bem abaixo de 14,8% em abril, mas ainda longe dos 3,5% do ano anterior.

De acordo com as regras de elegibilidade do projeto de lei, indivíduos que ganham até US$ 75 mil por ano ou casais com renda de US$ 150 mil, além dos filhos ou dependentes adultos, se qualificam para o total de US$ 1,4 mil por pessoa. Pais solteiros com pelo menos um dependente que ganham US$ 112,5 mil por ano ou menos também recebem o valor total. Os pagamentos são eliminados muito mais rapidamente do que nas rodadas anteriores: um indivíduo com renda anual de US$ 80 mil ou um casal com US$ 160 mil não recebe nada. Os democratas haviam anunciado a ajuda como “cheques de sobrevivência”.

O Instituto de Tributação e Política Econômica estima que 280 milhões de pessoas devem receber pagamento total ou parcial sob os novos critérios, em comparação com 288 milhões que receberam todo ou parte do segundo pagamento direto de US$ 600 aprovado em dezembro.

Mikki Sethman planejou usar os cheques para assistir a alguns jogos de softball da filha na Universidade de Idaho, mas não é elegível para a ajuda. Ela diz que possivelmente vai economizar ou se endividar para financiar s viagens, caso decida ir.

“Nosso cheque iria diretamente para ajudar a economia”, disse Sethman, de 46 anos, professora que mora nos arredores de Los Angeles. “Seríamos os bilhetes de avião, os quartos de hotel reservados. Agora temos que decidir quais jogos podemos assistir.”

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©2021 Bloomberg L.P.