Mercado fechado

Ela começou vendendo sapatos no porta-malas e hoje fatura R$ 60 mi

Colaboradores Yahoo Finanças
Renata Marcolino, fundadora da Mil e Uma Sapatilhas (Foto: Divulgação)
Renata Marcolino, fundadora da Mil e Uma Sapatilhas (Foto: Divulgação)

Por Melissa Santos

A fonoaudióloga Renata Marcolino se viu precisando de uma renda extra para ajudar a família. O marido, Arthur, trabalhava com vendas de móveis para escritório, mas depois da crise econômica de 2015, viu o negócio ruir. Foi quando Renata, que adorava sapatilhas, decidiu vender calçados.

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"Tinha dificuldade de encontrar uma sapatilha de qualidade e que fosse boa e barata. Um dia falei para o meu marido que se abrisse uma loja de sapatos assim, ficaria rica", conta. Foi assim o início da Mil e Uma Sapatilhas, uma rede com fábrica própria, mais de 150 franquias espalhadas pelo Brasil e expectativa de faturamento para este ano de R$ 60 milhões.

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Ela buscou fornecedores e pensou em como podia usar seu tempo livre para comercializar os sapatos. "Comecei a levar os itens no porta-malas para todos os lugares que eu ia. Mandava foto para as amigas e me oferecia para levar na casa delas ou no trabalho. Numa dessas cheguei a voltar descalça porque a cliente queria a sapatilha que eu estava usando”, relembra.

O negócio começou a crescer quando algumas amigas passaram a revender os sapatos que Renata comprava de um fornecedor. Renata, então, percebeu que era hora de abrir a primeira loja da Mil e Uma Sapatilhas, também chamada de Milli, no Tatuapé, na zona leste de São Paulo.

Renata Marcolino, fundadora da Mil e Uma Sapatilhas (Foto: Divulgação)
Renata Marcolino, fundadora da Mil e Uma Sapatilhas (Foto: Divulgação)

"Resolvemos arriscar e ir para um lugar mais caro, mas com potencial de venda maior e deu super certo. Quando criamos um business plan, descobrimos o quanto precisávamos vender para pagar o aluguel e foi incrível porque conseguimos isso em um dia", afirma.

Para expandir o negócio, ela já contava com as revendedoras e resolveu entender como funcionava as franquias. "Começamos em 2016 e no fim do ano já estávamos com 13 lojas abertas. E só foi aumentando. Hoje temos mais de 150 lojas, uma em cada estado brasileiro", fala.

Para investir na rede, que vende tanto em atacado quanto em varejo, é preciso desembolsar R$ 150 mil e ter um faturamento médio de R$ 84 a R$150 mil. "Nas grandes capitais, por exemplo, não temos mais lojas disponíveis. Não abrimos loja em qualquer lugar, pois não queremos canibalizar as revendedoras", explica.

Se antes a Milli, apelido da rede, só vendia sapatilhas, em 2016, ela contratou estilistas e criou a própria marca — com mais informação de moda, tendências e outros modelos de sapatos. O auge veio quando a rede ganhou a venda de produtos licenciados da Disney.

“Sou fã da marca e a Disney ficou interessada no mercado emergente, na classe C e D, que são os nossos clientes. É uma oportunidade muito bacana ter colocados os produtos com os personagens em nossas prateleiras, bem como termos inaugurado a primeira loja internacional na Colômbia”, finaliza.