Mercado fechado
  • BOVESPA

    121.800,79
    -3.874,54 (-3,08%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    50.868,32
    -766,28 (-1,48%)
     
  • PETROLEO CRU

    73,81
    +0,19 (+0,26%)
     
  • OURO

    1.812,50
    -18,70 (-1,02%)
     
  • BTC-USD

    41.696,66
    -251,26 (-0,60%)
     
  • CMC Crypto 200

    955,03
    +5,13 (+0,54%)
     
  • S&P500

    4.395,26
    -23,89 (-0,54%)
     
  • DOW JONES

    34.935,47
    -149,06 (-0,42%)
     
  • FTSE

    7.032,30
    -46,12 (-0,65%)
     
  • HANG SENG

    25.961,03
    -354,29 (-1,35%)
     
  • NIKKEI

    27.283,59
    -498,83 (-1,80%)
     
  • NASDAQ

    14.966,50
    -71,25 (-0,47%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,1880
    +0,1475 (+2,44%)
     

Milícia de Ecko: investigações mostram a sofisticação e a ousadia do bando de criminosos

·3 minuto de leitura

RIO — Na operação da Polícia Civil de sábado, que culminou na morte do miliciano Wellington da Silva Braga, o Ecko, agentes encontraram uma farda da Polícia Militar na casa do criminoso com a inscrição “Braga”, em referência a seu sobrenome. Antigos processos e investigações da polícia e do Ministério Público do Rio (MPRJ) já mostraram que o uso de fardas militares era comum dentro da quadrilha. Em uma apreensão em 2018, que teve como alvo Teco, braço direito de Ecko, foram encontrados, além de fardas, até adesivos e emblemas da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil e do Batalhão de Operações Especiais (Bope), usados para fazer parecer que os carros dos criminosos fossem viaturas policiais.

Segundo a polícia, esse tipo de atuação facilitaria a imposição, por parte dos milicianos, da cobrança da chamada “taxa de segurança”, que extorque moradores e comerciantes em extensas áreas de bairros da Zona Oeste. As informações constam no relatório do voto da desembargadora Suimei Cavileri, do Tribunal de Justiça do Rio, em fevereiro de 2020, após apelação de Teco contra a sua sentença de 15 anos de prisão.

Além disso, as investigações contra a milícia de Ecko evidenciam como o bando possui uma atuação sofisticada e organizada no crime. Em inquérito de 2018 que baseou denúncia do MPRJ contra Ecko e outros três integrantes da quadrilha em Itaguaí, investigadores destacaram a “estrutura ordenada” e a hierarquia informal que existia internamente. A milícia tinha à disposição, por exemplo, uma frota fixa de carros, e os veículos eram cedidos, num esquema de revezamento entre plantões, para que os criminosos pudessem circular em áreas dominadas, sob pretexto de “serviço de segurança”, realizando as extorsões, numa atividade de “altíssimo lucro financeiro”. As placas dos carros eram clonadas.

A gama de atividades ilegais exploradas também era diversificada. Segundo a Polícia Civil, a organização criminosa de Ecko faturava R$ 15 milhões em atividades ilícitas que vão desde a cobrança de “taxas de segurança”, passando pelo contrabando de cigarros, venda de água em galões, gás de cozinha, extração em areais e aluguel e venda de armas.

Tudo ocorria “mediante atos de terror, armados e com ameaças e efetiva violência, inclusive violência letal, praticando torturas, sequestros e homicídios para implantar odiosa estrutura de poder paralelo nas áreas onde tal grupo opera”, narrou a denúncia do MPRJ contra Ecko, Wellington Araújo de Oliveira, Gabriel Correa Neves e Alexandre Sousa da Silva, acusados de serem parte da milícia de Ecko. Os três atuavam principalmente no município de Itaguaí, com escalas definidas em rodízio.

Sobre as fardas usadas pelos milicianos, a Polícia Militar esclarece que, muitas vezes, não são peças originais, sendo falsificadas com base em fardamentos não só da corporação, mas também de forças armadas do Brasil e de outros países.

Leia a nota da PM na íntegra:

"A Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar esclarece que, muitas vezes, as referidas vestimentas não são produtos originais, sendo peças falsificadas com base em fardamentos não só da corporação, mas também de forças armadas do Brasil e de outros países. Também há casos em que as vestes são adquiridas de maneira irregular juto a fornecedores dos materiais às corporações.

Ainda assim, em casos extremos em que a SEPM identifica que houve qualquer alinhamento de seus membros com algum desses grupos criminosos, as punições são rigorosas, culminando, inclusive, com a exclusão dos envolvidos das fileiras da Corporação."

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos