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Miguel Falabella dirige musical sobre jovens talentos em busca do estrelato: ‘Gosto de ensinar, de formar pessoas’

·3 min de leitura

Os olhos de Miguel Falabella se enchem d’água quando ele começa a falar sobre “O coro: sucesso, aqui vou eu”, série musical criada por ele, em parceria com Cininha de Paula, para o Disney+.

— É o projeto do meu coração. É teatro musical, que eu amo de paixão, e é uma grande homenagem à música brasileira — disse Falabella ao GLOBO no intervalo das gravações num teatro da Zona Sul de São Paulo. — Quando vim para São Paulo, não só a cidade, mas o teatro musical me abraçou. Essa é a minha turma, a minha galera.

Fababella já perdeu a conta dos musicais em seu currículo. Eles vão de versões da Broadway (como “Cabaret” e “Wicked”) a produções originais, como “Hebe”, sobre a “rainha da televisão brasileira”. E esse número segue crescendo. Enquanto grava “O coro”, ele assina a direção geral de “Donna Summer”, em cartaz em São Paulo desde o mês passado.

“O coro” acompanha um grupo de jovens de diversas origens que participam de audições para ingressar na Milva Produções. O repertório da série é de clássicos da música brasileira. Cada episódio homenageia um ritmo diferente e algumas vezes o elenco jovem (e até um outro ator mais maduro) se surpreende com canções até então desconhecidas para eles, como “Lua bonita”, de Raul Seixas, ou “Fogueira”, de Angela Ro Ro.

Intérprete da diva Marita, Sara Sarres, que é de Brasília, se revoltou porque alguns de seus colegas mais jovens não conheciam Legião Urbana. O choque de gerações também surpreendeu Karin Hills, que dá vida a Marion, uma artista frustrada que incentiva a carreira do filho nos palcos.

— Fica entre nós, mas é a primeira vez que eu sinto a minha idade. Às vezes eu tento fazer uma brincadeira com alguma música e eles olham para mim: “Hã? O que que ela tá falando?” (risos). É muito divertido. Aprendo muito com a leveza deles — diz a cantora, atriz, ex-Rouge e protagonista de “Donna Summer”.

Numa cena acompanhada pelo GLOBO , os aspirantes ao estrelato recebem os resultados da primeira triagem: há os que comemoram, os que lamentam e os que reclamam de injustiça. “E quem foi que lhe ensinou que o mundo é justo?”, pergunta uma funcionária da companhia a uma jovem contrariada pelo teste. Falabella vê com frequência esse tipo de jovem sonhador nas audições para os musicais que produz e dirige. Ele próprio foi um deles.

— Eu morava na Ilha do Governador e pegava o 328 para ir ao Tablado (escola de teatro). Quantas audições eu fiz, inclusive na Globo, antes de ter minha primeira chance — relembra. — É por isso que eu fico encantando e feliz de trabalhar com esses jovens tão dedicados. Eu me vejo muito neles.

Na série, ele interpreta Renato, dono da Milva Produções. Todos os atores com quem a reportagem conversou durante os intervalos de gravação ressaltaram a mesma característica do criador de “O coro”: o gosto por ensinar. Gabriella Di Grecco, que interpreta a rica e talentosa Nora, diz se sentir a “pequena padawan” de Falabella, numa referência aos aprendizes de Jedi em “Guerra nas estrelas”.

— Ele nos ensina muito, passa referências. — ressalta a atriz. — Um dia desses, falou sobre como a Era de Ouro de Hollywood era uma das inspirações de “O coro” e mencionou o filme “A malvada”, com a Bette Davis e a Marilyn Monroe. Assim que ele falou, a gente olhou um para a cara do outro: “Vamos ver?” Vamos ver!”

Filho de professores e formado em Letras na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Falabella, de fato, gosta de ensinar.

— A (atriz) Chica Xavier, a quem eu chamava de mãe, me dizia: “Meu filho, é impressionante, você é rodeado de erê”. A vida toda tive um público jovem e até infantil. Na verdade, eu sou mais jovem do que eles — brinca, apontando para os atores de “O coro”. — Gosto de ensinar, de formar pessoas. Quero que eles se apropriem do texto, saibam pontuar as falas, respirar, enfim, as coisas que eu aprendi nestes 40 anos de profissão. Gostaria de ter dado mais cursos ao longo da vida. Por falta de tempo, só dei um.

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