Mercado fechará em 1 h 23 min
  • BOVESPA

    122.998,93
    +483,19 (+0,39%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    51.408,84
    +539,36 (+1,06%)
     
  • PETROLEO CRU

    70,40
    -0,86 (-1,21%)
     
  • OURO

    1.813,50
    -8,70 (-0,48%)
     
  • BTC-USD

    37.998,23
    -1.748,29 (-4,40%)
     
  • CMC Crypto 200

    927,34
    -16,10 (-1,71%)
     
  • S&P500

    4.416,25
    +29,09 (+0,66%)
     
  • DOW JONES

    35.064,77
    +226,61 (+0,65%)
     
  • FTSE

    7.105,72
    +24,00 (+0,34%)
     
  • HANG SENG

    26.194,82
    -40,98 (-0,16%)
     
  • NIKKEI

    27.641,83
    -139,19 (-0,50%)
     
  • NASDAQ

    15.030,25
    +77,50 (+0,52%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,1903
    +0,0462 (+0,75%)
     

Migração de Bolsonaro para o Patriota divide base ideológica no Congresso

·4 minuto de leitura
***FOTO DE ARQUIVO*** BRASÍLIA, DF, 15.06.2021 - O presidente Jair Bolsonaro participa de cerimônia de assinatura do programa lunar Artemis, da Nasa, no Palácio do Planalto. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
***FOTO DE ARQUIVO*** BRASÍLIA, DF, 15.06.2021 - O presidente Jair Bolsonaro participa de cerimônia de assinatura do programa lunar Artemis, da Nasa, no Palácio do Planalto. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A intenção do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de migrar para o Patriota --partido nanico e com pouco acesso ao fundo partidário-- dividiu a base ideológica bolsonarista no Congresso e nos estados.

De acordo com interlocutores, um grupo de parlamentares próximos ao presidente tem resistido a ingressar na nova sigla, temendo dificuldades em suas campanhas de reeleição em 2022.

O futuro partidário de Bolsonaro e de seus apoiadores foi discutido em reunião no Palácio da Alvorada, no final da tarde desta quinta.

Segundo pessoas que acompanharam o encontro, houve um impasse: alguns deputados disseram que acompanhariam Bolsonaro para o Patriota, enquanto outros apontaram obstáculos para seguir o mesmo caminho.

Os que planejam acompanhar Bolsonaro na transferência de partido apostam na associação ao nome de Bolsonaro para conquistar um novo mandato no Legislativo.

No encontro, Bolsonaro disse a seus aliados que pretende filiar-se ao Patriota tão logo seja solucionada uma disputa interna na agremiação. Mas afirmou que sua decisão não significa uma imposição para sua base parlamentar e que, independente da filiação, todos estariam juntos na corrida eleitoral do ano que vem.

O racha deve afetar também as bancadas nas assembleias estaduais, disse à reportagem um parlamentar que acompanhou a reunião.

Atualmente, a maioria da base ideológica bolsonarista está no PSL, sigla pela qual o presidente elegeu-se em 2018. No entanto, o mandatário rompeu com o comando do PSL ainda no final de 2019, justamente pelas dificuldades para controlar a estrutura partidária.

O receio levantado por parte da bancada é que, no ano que vem, serão necessários dinheiro e estrutura para disputar a reeleição. Eles argumentam que, caso saiam derrotados por falta de recursos, o prejudicado será Bolsonaro, que ficaria sem base num eventual segundo mandato.

Se em 2018 os bolsonaristas podiam se escorar na expectativa de êxito de um primeiro mandato de Bolsonaro, agora a situação é mais complexa. Eles lembram que terão que lidar com o desgaste de um governo com popularidade corroída e promessas não cumpridas, principalmente aquelas ligadas à agenda ideológica que os elegeu.

O grupo também avalia que o cenário é diferente do da última disputa, com um provável adversário --o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)-- mais competitivo do que Fernando Haddad (PT).

Diante disso, eles admitem que terão que fazer uma campanha mais profissional, o que exige um partido com condições de bancar a empreitada, como o PSL.

Soma-se a isso a falta de segurança no Patriota, que ainda não conseguiu pacificar sua guerra interna.

Durante convenção nacional do Patriota na segunda (14), o senador Flávio Bolsonaro (RJ), disse que, antes de decidir sobre eventual filiação ao partido, o presidente Jair Bolsonaro aguarda a sigla resolver questões internas. A legenda, porém, continua dividida.

O embate do Patriota coloca de lado opostos o presidente do partido, Adilson Barroso, e o vice-presidente, Ovasco Resende. A ala adversária de Adilson acusa o dirigente de atropelar o debate na Executiva Nacional e impor uma mudança no estatuto, que abre caminho para a acomodação do grupo de Bolsonaro.

Apesar da disputa interna, Flávio disse, pouco antes da reunião no Alvorada, que o Patriota ainda é forte candidato na disputa para abrigar o presidente na campanha à reeleição. "Isso não atrapalha; é coisa pequena. O Patriota tem tudo para ser um dos maiores partidos do Brasil com o presidente Bolsonaro filiado a ele", afirmou o senador à reportagem.

Nesta quarta, Resende convocou mais uma convenção da sigla, prevista para 24 de junho, para debater sanções a Adilson, mudanças no estatuto e deliberar sobre a possibilidade de o Patriota ter candidatura própria à Presidência da República em 2022.

"Eu tenho autoridade de dizer que está nula essa convocação. Estou fazendo hoje [quarta] o ato contra essa convenção irregular", informou Adilson.

A principal contestação da ala ligada ao vice-presidente da sigla é que a família de Bolsonaro e Adilson querem mudanças no estatuto do partido, mas não discutiram quais seriam as alterações, antes de aprová-las.

Em um dos pontos, o número de membros do diretório nacional do Patriota sobe de 32 vagas para mais de 100 integrantes. Com isso, pode haver um desequilíbrio de poder, já que a composição atual é dividida entre aliados de Adilson e do vice-presidente.

"Nenhum de nós é contra a vinda de Bolsonaro. Nosso grupo todo quer a vinda do presidente. Não concordamos com as atitudes do Adilson", disse o secretário-geral do Patriota, Jorcelino Braga.

Para Flávio, as desavenças poderiam ser resolvidas com diálogo.

"O Ovasco se optar por esta linha é um equívoco da parte dele. Nós queremos todos dentro do partido para crescermos juntos. Talvez ele não tenha tido ainda o tamanho da dimensão do projeto com a candidatura do presidente Bolsonaro, se for o caso, pelo Patriota", disse Flávio.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos