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Microsoft vai ter de soltar mais uma atualização para corrigir bug do Windows 7

Felipe Demartini

Apenas semanas após liberar o que era para ser a última atualização do Windows 7, a Microsoft anunciou que um novo update será liberado para corrigir uma falha que atingiu os papéis de parede da plataforma. Após a instalação do derradeiro pacote, que trazia as últimas melhorias de segurança para o sistema operacional, usuários viram seus wallpapers aparecerem completamente pretos e, mesmo que recolocados manualmente, voltavam a desaparecer quando o sistema era desligado ou reiniciado.

A Microsoft não disse exatamente o que estava causando a falha — que muitos acreditavam estar relacionada ao servidor de autenticação de cópias originais do Windows 7. A companhia apenas confirmou que ela foi causada pelo mais recente update, o KB4534310, e que apenas aqueles que utilizassem o papel de parede no modo de ajuste automático para preenchimento da tela a veriam, o que explica porque nem todos que instalaram a atualização enfrentaram o problema.

Aos afetados, a empresa disse estar trabalhando em uma correção e também voltou atrás em um comentário anterior. Originalmente, a correção seria disponibilizada apenas aos usuários que adquiriram o suporte estendido do Windows 7, um sistema que garante a disponibilidade de updates, principalmente relacionados a segurança mesmo depois do ciclo de vida oficial da plataforma. Diante das críticas, principalmente pelo fato de a falha ter sido causada por uma atualização mandatória da própria companhia, ela recuou e confirmou que todos receberão o update em breve.

Uma data, entretanto, não foi confirmada. Até lá, a recomendação é que os usuários desliguem o ajuste automático dos wallpapers à tela, usando imagens da mesma resolução do display, ou removam a atualização KB4534310. Fazer isso, entretanto, também leva junto as “últimas” atualizações de segurança lançadas para o Windows 7, que chegou ao final de seu ciclo de vida no dia 14 de janeiro de 2020.

Falamos entre aspas pois, no passado, sistemas fora do ciclo de vida já chegaram a receber updates, mas apenas diante de circunstâncias graves do ponto de vista da segurança. É o caso, por exemplo, do WannaCry, um ransomware que atingiu sistemas privados e governamentais de todo o mundo a partir de uma brecha no Windows XP, o que motivou a Microsoft a liberar um update tardio para a plataforma, de forma a fechar a porta que permitia a entrada do malware sequestrador.

Enquanto isso, ao longo de no máximo dois anos, clientes corporativos da Microsoft passam a contar apenas com a opção de suporte estendido do Windows 7. A recomendação da empresa, claro, é por uma atualização de todos os sistemas para o Windows 10, mas em redes ou plataformas internas onde isso ainda não foi possível, existe a opção de pagar de US$ 25 a US$ 50 por máquina para que elas continuem recebendo updates de segurança caso brechas ou falhas sejam descobertas pelos pesquisadores da companhia.

Fonte: Canaltech

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