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Microsoft Store deve ser revitalizada e ganhar nova política de aplicativos

Alveni Lisboa
·4 minuto de leitura

A Microsoft pode estar planejando reformular completamente a sua loja de aplicativos para o Windows 10. O objetivo é entregar uma interface mais moderna, fluida e com novos recursos para tornar a navegação facilitada. Segundo o site Windows Central, a gigante do software também mudaria as políticas de aceitação de apps para os desenvolvedores, o que poderia trazer uma vitrine revitalizada e mais acessível para estes profissionais.

Apesar de bastante útil, a Microsoft Store parece meio abandonada pela empresa. O aplicativo é lento, feio e bem menos usado pelos usuários do que deveria. Muita gente baixa programas de fonte externas sem sequer lembrar que a loja virtual oferece uma versão própria, 100% funcional e compatível com o sistema operacional.

A loja atual é confusa, lenta e pouco prática (Captura de tela: Alveni Lisboa/Canaltech)
A loja atual é confusa, lenta e pouco prática (Captura de tela: Alveni Lisboa/Canaltech)

Porém, esse cenário pode mudar com o redesenho do software. O design da nova loja deve seguir os traços do novo Windows Sun Valley, que tem previsão de lançamento para o final de 2021. Muitos aplicativos embarcados no Windows 10 devem passar por um banho de loja na aparência, ícones e funcionalidades, o que inclui, obviamente, a Store.

A expectativa é que a loja permaneça como um aplicativo UWP (Plataforma Universal do Windows, em português), o qual permite disponibilizar apps para qualquer dispositivo Windows — computadores, Xbox One, HoloLens e muito mais. Mas ela passará a ser atualizada com mais frequência com a adição de novos recursos e melhorias ao longo do tempo.

Uma das principais falhas hoje é a lentidão e isso pode ser corrigido. A Microsoft Store demora para carregar informações sobre os programas e jogos e isso desestimula a busca. Os downloads e a instalação serão mais amigáveis e rápidos, especialmente quando se trata de arquivos grandes, uma das pedras no sapato do defasado modelo atual.

Mudanças para beneficiar criadores

Com a flexibilização das regras da loja, a esperança da empresa é que mais desenvolvedores adaptem suas criações para o Windows 10. Com isso, a loja ficaria mais recheada e próxima da experiência ofertada pela App Store, da Apple, e da Play Store, do Google.

Segundo o Windows Central, seriam três as mudanças que beneficiariam os criadores de software:

  • Permitir o envio de aplicativos Win32 não empacotados

  • Autorizar a hospedagem de aplicativos e atualizações em sua própria rede de distribuição de conteúdo (CDN)

  • Liberar o uso de plataformas de comércio de terceiros em aplicativos

Essas alterações permitirão o desembarque de aplicativos Win32 para Store sem qualquer alteração no código existente.Será possível, por exemplo, remeter arquivos com extensão .EXE ou .MSI brutos. No passado, os desenvolvedores eram obrigados a empacotar seus aplicativos como um MSIX e forçados a usar as plataformas de atualização e comércio da loja da Microsoft.

Os desenvolvedores com aplicativos que possuem recurso de atualização automática integrado, como Firefox ou Zoom, serão beneficiados pela novidade, já que as empresas não precisarão atualizar seus softwares pela loja — elas poderão apenas enviar a atualização pelo próprio app.

Por fim, a possibilidade de usar meios de pagamento externos deve ajudar a engordar o caixa dos criadores de apps, em especial daqueles menores. Ao usar a plataforma de comércio da Microsoft, eles são obrigados a arcar com taxas e descontos, o que, em muitos casos, praticamente elimina a margem de lucro deles.

Mais amigável e democrática

Este passo da Microsoft revela como a empresa mudou o seu paradigma em relação aos aplicativos para se tornar mais liberal — provavelmente reflexo das séries de críticas que a Apple tem sofrido em relação às suas práticas. Programas que haviam sido rejeitados no passado agora devem começar a ser distribuídos na loja oficial da empresa, o que gera benefícios para ambos os lados.

Hoje, a única forma de atualizar os apps baixados é pelo aplicativo da loja, mas isso deve mudar (Captura de tela: Alveni Lisboa/Canaltech)
Hoje, a única forma de atualizar os apps baixados é pelo aplicativo da loja, mas isso deve mudar (Captura de tela: Alveni Lisboa/Canaltech)

A flexibilização na política deve favorecer incusive os próprios apps da Microsoft, que poderá atualizar suas criações de forma mais simplificada e disponibilizá-la na loja. É o caso do Teams, do pacote Office, do Microsoft Edge e até mesmo do Visual Studio, todos programas que são baixados de forma externa no modelo atual. O Paint, por exemplo, já está liberado na loja e agora pode ser atualizado com mais frequência, sem depender dos updates do Windows.

A expectativa é que a “nova” loja seja liberada ao público somente na atualização do Windows 10. Mas possivelmente a empresa deve trabalhar em uma renovação também para quem usa sistemas operacionais mais antigos, como o Windows 7.

Por enquanto, tudo isso não passa de mera especulação. Informações oficiais mesmo só devem ser anunciadas na conferência Build 2021, programada para ocorrer entre os dias 25 e 27 de maio de 2021.

O que você acha dos novos planos da Microsoft para a loja virtual? Deixe sua opinião nos comentários.

Fonte: Canaltech

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