Mercado fechará em 1 h 43 min
  • BOVESPA

    129.951,88
    +510,85 (+0,39%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    51.289,61
    +3,15 (+0,01%)
     
  • PETROLEO CRU

    70,91
    0,00 (0,00%)
     
  • OURO

    1.865,20
    -14,40 (-0,77%)
     
  • BTC-USD

    40.084,96
    +2.570,60 (+6,85%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.001,80
    +32,96 (+3,40%)
     
  • S&P500

    4.236,07
    -11,37 (-0,27%)
     
  • DOW JONES

    34.223,84
    -255,76 (-0,74%)
     
  • FTSE

    7.146,68
    +12,62 (+0,18%)
     
  • HANG SENG

    28.842,13
    +103,23 (+0,36%)
     
  • NIKKEI

    29.161,80
    +213,07 (+0,74%)
     
  • NASDAQ

    14.069,75
    +75,50 (+0,54%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,1528
    -0,0398 (-0,64%)
     

Micróbios podem superar humanos em contato com vidas extraterrestres

·3 minuto de leitura
Micróbios podem superar humanos em contato com vidas extraterrestres
Micróbios podem superar humanos em contato com vidas extraterrestres

A crendice popular transformou o imaginário humano e fez com que a maioria das pessoas pensem apenas em seres humanoides quando se fala em vida alienígena. Mas é preciso ter uma ideia diferente. E uma delas, para dois pesquisadores, é referente a micróbios. Os cientistas acreditam que seres como bactérias têm formas melhores de entrar em contato com extraterrestres similares.

Em artigo publicado na revista científica Biosystems, Predrag Slijepcevic, professor sênior de biologia da Universidade de Brunel, em Londres, e Chandra Wickramasinghe, professor Honorário da Universidade de Buckingham, lembram que é muito difícil achar vida parecida com a da Terra. Outras formas, porém, podem ter mais sucesso na Busca por Inteligência Extraterrestre (SETI, na sigla em inglês).

Leia mais:

“Micróbios, como bactérias, podem ser os governantes da vida cósmica – e eles são muito mais inteligentes do que acreditamos. Na verdade, mostramos como micróbios podem imitar o programa SETI sem interferência humana“, escreveram os professores.

Primeiro, os cientistas explicaram que as vidas microscópicas não são apenas organismos unicelulares que causam doenças. As bactérias, por exemplo, vivem em colônias capazes de tomar decisões. Uma colônia típica consegue resolver problemas ambientais e, inclusive, todas as colônias de bactérias na Terra estão interconectadas, no que eles chamam de “bacteriosfera”.

É melhor não esperar achar vida alienígena humanoide. Crédito: Shutterstock
É melhor não esperar achar vida alienígena humanoide. Crédito: Shutterstock

Essa conexão de informação genética regula o fluxo de elementos orgânicos na Terra nos últimos três bilhões de anos. Elas reciclam nutrientes importantes, como carbono, nitrogênio e enxofre. E as bactérias seguem como os seres mais dominantes a viver no planeta. Sem elas na biosfera, a vida colapsaria.

Além disso, as bactérias têm muito mais capacidade de realizar uma viagem cósmica e se comunicar do que seres humanos. “Um estudo recente descobriu que as bactérias terrestres podem sobreviver no espaço por pelo menos três anos, possivelmente mais. Adicione a isso o fato de que as bactérias podem existir em um estado dormente por milhões de anos, e é claro que os micróbios são muito resistentes”, continuam os professores.

Cientes disso, os cientistas acreditam que a bacteriosfera pode replicar os passos da SETI humana. Normalmente, para pessoas, as etapas são a análise de planetas distantes através de telescópios, desenvolvimento de tecnologia e conhecimento para avaliar se os planetas habitáveis ​​contêm vida e, por fim, anunciar a vida inteligente na Terra a fim de receber uma resposta.

Entre os micróbios, existe uma capacidade, mesmo que limitada, de entender informações cósmicas. Slijepcevic e Wickramasinghe exemplificam com a cianobactéria, que consegue ler parte do espectro eletromagnético proveniente do Sol na forma de luz visível, em um fenômeno chamado fototropismo, como quando o girassol reage a estímulos luminosos. O que seria o primeiro passo.

A etapa seguinte foi crucial para o desenvolvimento da vida na Terra. As cianobactérias desenvolveram uma biotecnologia na forma de fotossíntese, o que transformou um planeta morto em um vivo. A vida microbiana ganhou complexidade, criando plantas e animais nos últimos 600 milhões de anos. E ainda assim, as bactérias continuam a ser a forma de vida mais dominante do planeta e a fotossíntese ainda alimenta o planeta.

Por fim, o último passo, é a comunicação entre micróbios com substâncias químicas semelhantes. As minúsculas formas de vida alienígenas “devem ser capazes de se integrar perfeitamente à bacteriosfera da Terra se compartilharem a química e o metabolismo baseados no carbono, incluindo DNA, proteínas e outras biomoléculas”. Assim, os cientistas acreditam que o oposto também é possível.

Slijepcevic e Wickramasinghe alertam: para apreciar o SETI microbiano, é preciso entender o conceito de inteligência no sentido evolutivo. A humanidade também tem que reavaliar assinaturas tecnológicas como sinais de civilizações inteligentes. O caminho mais preciso é procurar por gases na atmosfera de planetas que significam vida, como oxigênio, metano ou fosfina, todos produzidos por micróbios.

A esperança deles está depositada no telescópio espacial James Webb, a ser lançado ainda este ano. Capaz de rastrear a atmosfera de planetas orbitando estrelas diferentes do Sol, será possível buscar e, quem sabe, encontrar os sinais.

Via: The Next Web / The Conversation

Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal!