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Michelle Bolsonaro deverá ficar mais próxima de Jair

Michelle ocupará uma sala no Planalto. (Foto: Alan Santos/PR)

Michelle Bolsonaro deverá despachar em breve a partir de um gabinete no Palácio do Planalto. A primeira-dama vai deixar a sala que tem no Ministério da Cidadania, no prédio que abriga Osmar Terra. As informações são do jornalista Lauro Jardim, publicadas em sua coluna no jornal O Globo.

Michelle tem desempenhado um papel atuante cada vez maior - e consequentemente mais próximo - de Jair Bolsonaro, com quem é casada há 11 anos. Ela encabeça junto ao MEC (Ministério da Educação) um projeto para instituir nas escolas o ensino do curso de Libras (Linguagem Brasileira de Sinais).

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A bandeira de Michelle tomou proporções nacionais quando, na posse presidencial, traduziu o discurso do marido para a linguagem de sinais. "Eu recebi várias mensagens de amigos surdos, familiares agradecendo justamente essa visibilidade que eu dei à comunidade surda porque era uma classe esquecida, menosprezada". O MEC (Ministério da Educação) deve começar uma experiência dessa em 30 escolas.

A primeira-dama também sugeriu alterações no atendimento dos serviços do Disque 100 e Ligue 180, que recebem denúncias de violência contra a mulher e violação de direitos humanos. Após pedido de Michelle, os números deverão passar a contar com atendimento por video-chamada.

A ideia é de que as denúncias sejam acessíveis a pessoas com deficiência auditiva. A orientação constará no edital para contratação das empresas que administrarão esses serviços, em fase final de elaboração pelo Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, comandado por Damares Alves.

Bolsonaro disse, em junho deste ano, que os pedidos da primeira-dama são irrecusáveis e, por isso, solicitou até alteração no texto da reforma da Previdência.

Secretária parlamentar

Natural de Ceilândia, cidade satélite de Brasília, Michelle de Paula Firmino Reinaldo conheceu Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados. Entre 2006 e 2008 ela foi secretária parlamentar dos então deputados Vanderlei Assis (PP-SP) e Dr. Ubiali (PSB-SP), além de ter atuado na liderança do PP — partido de Bolsonaro à época.

Em setembro de 2007, já como namorada do capitão da reserva, passou a trabalhar em seu gabinete. Os dois se casaram no papel dois meses depois, mas em novembro de 2008 ela precisou ser exonerada do cargo; o motivo foi a determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) em proibir nepotismo na administração pública.

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, no período em que despachou com Bolsonaro, Michelle foi promovida e seu salário quase triplicou.

Elo com Malafaia

Quando conheceu o capitão da reserva, Michelle frequentava a Assembleia de Deus, fundada pelo pastor Silas Malafaia. O próprio Malafaia celebrou o casamento religioso entre ela e Bolsonaro, em março de 2013.

No entanto, a primeira-dama passou a se socorrer na Igreja Batista Atitude em 2016, deixando a igreja de Malafaia para trás. Atualmente ela frequenta a sede do centro evangélico localizada na Barra da Tirjuca, no Rio.