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Michele do JPMorgan vê risco de juro do Fed a 6% no final do ano

(Bloomberg) -- Quando Bob Michele compartilha suas opiniões sobre investimentos, vale a pena prestar atenção porque o veterano do mercado de renda fixa americano provou ser bastante preciso em suas previsões.

O diretor de investimentos do braço de gestão de recursos do JPMorgan alerta que o Federal Reserve pode continuar a luta contra a inflação no segundo semestre e elevar juros até 6%. É uma visão que vai contra o crescente consenso de que os juros atingirão o pico em junho.

“Ainda é uma chance em três, mas é um risco legítimo”, disse Michele em entrevista. “É possível que o Fed inicialmente não faça o suficiente porque o mercado de trabalho se mostrou resistente. Isso é algo que pode desandar o mercado e é a minha maior preocupação.”

A inflação desacelerou, mas ainda está bem acima da meta do Fed de 2%. Os preços ao consumidor subiram 6,5% em dezembro, o ritmo mais lento em mais de um ano, mostrando que o aperto monetário agressivo do Fed está funcionando.

Os resultados foram de encontro às expectativas e o mercado agora estima que os juros chegarão a 4,9% em junho, com possíveis cortes em seguida, de acordo com dados da Bloomberg.

O cenário base de Michele é que o Fed aumentará juros em fevereiro e março antes de fazer uma pausa, e uma recessão ocorrerá mais adiante este ano. Mas ele também vê a possibilidade do BC americano voltar a subir juros no final de 2023 para conter uma inflação persistente, alimentada por desemprego baixo, ganhos salariais e reabertura econômica da China.

“A equação é a seguinte: a inflação não cai até que os salários caiam, os salários não descem até que o desemprego aumente”, disse. “O desemprego não aumenta a menos que estejamos em recessão.”

Os dados mais recentes do mercado de trabalho dos EUA mostram crescimento salarial em desaceleração, mas números fortes de contratações e taxa de desemprego ainda em mínima histórica.

Desde 1988, o Fed passou por cinco ciclos de alta de juros, que terminaram em recessão quatro vezes, segundo Michele. O único que não resultou em contração econômica foi o ciclo de 1994 e 1995, que terminou em um pouso suave. Mas ele disse que 2023 não será outro 1994.

“O impacto retardado e cumulativo de todo o aperto que estamos vendo acabará afetando e criando uma recessão”, disse Michele. “É incrivelmente ambicioso pensar que vamos nos safar disso.”

Em dezembro, Michele comprou ativos como títulos soberanos e corporativos de grau de investimento, bem como títulos lastreados em hipotecas ou em outros ativos.

Ele também é a favor de títulos públicos em moeda local de mercados emergentes, que, segundo ele, poderiam facilmente gerar retornos de dois dígitos este ano, com a alta do dólar chegando ao pico.

Os bancos centrais desses mercados estão muito à frente de seus pares de economias desenvolvidas, como os EUA, no aumento de juros.

--Com a colaboração de Liz McCormick e Michael MacKenzie.

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