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Metroviários de SP entram em greve à meia-noite desta quarta (19)

·4 minuto de leitura
Commuters protect themselves with masks and gloves from Covid-19 contamination in Sao Paulo subway, on March 24, 2020, the first day of the quarantine decreed by Governor Joao Doria and which determined the closure of all commerce in the capital of São Paulo. Despite the decrease of about 80% in the movement of passengers, the crowding of people on platforms and trains often exceeds the recommended to maintain a distance of 2m between individuals. Sao Paulo concentrates the majority of Covid-19 cases in Brazil: 810 of the 2,201 cases confirmed by the Ministry of Health are in the State; of these, 40 people died, out of a whole total of 46 deaths in the country. The screen panel displays, in portuguese, information on the new Coronavirus (Photo by Gustavo Basso/NurPhoto via Getty Images)
Estação de metrô de São Paulo no dia 24 de março de 2020, no início das medidas contra o coronavírus (Gustavo Basso/NurPhoto via Getty Images)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Os metroviários de São Paulo entram em greve a partir de meia-noite desta quarta-feira (19) para reivindicar reajuste salarial e manutenção de direitos obtidos por acordo coletivo. A decisão foi tomada na noite desta terça (18), após o Metrô não comparecer à audiência de conciliação. 

A paralisação afetará as linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata (monotrilho), onde trabalham cerca de 7.200 metroviários. 

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As linhas 4-Amarela e 5-Lilás não estão incluídas na mobilização porque têm data-base em março, quando negociaram um reajuste cujo índice ficou em torno de 4%. 

Segundo o Sindicato dos Metroviários de São Paulo, o Metrô não compareceu à audiência de conciliação no TRT-2 (Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região), alegando que "o que tinha que apresentar, já apresentou". Nesta segunda (17), a empresa recusou a proposta apresentada pelo MPT (Ministério Público do Trabalho) e apresentou outra, que foi considerada "inaceitável" pela categoria. 

O sindicato afirma que está disposto a negociar com o Metrô "a qualquer momento" e a "não ficar parados por muito tempo". 

Uma liminar do TRT-SP (Tribunal Regional do Trabalho) deferida nesta terça determina a manutenção de 80% dos serviços nos horários de maior movimento, das 6h às 10h, das 16h às 20h, e 60% nos demais horários, durante o tempo que durar a paralisação, sob pena de aplicação de multa diária ao sindicato de R$ 100 mil. 

A liminar também determina a presença de um oficial de Justiça nesta quarta no CCO (Centro de Controle Operacional) para constatar o cumprimento da decisão. 

O sindicato afirma que está recorrendo da decisão. 

Procurado pela reportagem, o Metrô não se manifestou até o momento. Se e quando o fizer, sua posição será incluída neste texto. 

Entre as principais reivindicações dos metroviários estão o reajuste salarial de aproximadamente 10% -referente à inflação acumulada dos últimos dois anos- e a manutenção de direitos como os adicionais noturnos de 50% e de férias de 70% sobre o salário. 

Na audiência conciliatória desta segunda (17), o MPT (Ministério Público do Trabalho) propôs, entre outros, reajuste salarial de 9,7% em 3 parcelas sendo a primeira em maio de 2021, a segunda em janeiro de 2022 e a terceira em maio de 2022, adicional noturno de 40% até dezembro de 2021 e retorna ao patamar atual em janeiro de 2022. 

O Metrô recusou e ofereceu reajuste salarial de 2,61%, não retroativo, a partir de 1º/1/2022, pagamento da 2ª parcela do PR (Participação nos Resultados) somente em 31/1/2022 e mediante "formalização de acordo que contemple as condições e critérios do valor a ser pago". 

Reivindicação dos metroviários:

- Reposição salarial baseada no IPC-Fipe dos últimos 2 anos de 9,72%; 

- Reajuste de 29% no Vale Alimentação e Vale Refeição; 

- Recuperar os direitos e a manutenção do acordo coletivo; 

- Pagamento dos 50% em aberto da PR (Participação nos Resultados) de 2019, que deveria ter sido creditado no ano passado. 

Proposta do MPT (Ministério Público do Trabalho) no dia 17/5/21:

- Reajuste salarial de 9,7% em 3 parcelas sendo a primeira em maio de 2021, a segunda em janeiro de 2022 e a terceira em maio de 2022; 

- Adicional noturno de 40% até dezembro de 2021 e retorna ao patamar atual em janeiro de 2022; 

- Adicional de férias de 50% até dezembro de 2021 e retorna ao patamar atual em janeiro de 2022 com pagamento das diferenças do período; 

- Pagamento da segunda parcela da PR (Participação nos Resultados) em janeiro de 2022; 

- Manutenção de todas as demais cláusulas do Acordo Coletivo de 2020/2021. 

Última proposta do Metrô:

- Reajuste salarial: 2,61%, não retroativo, a partir de 1º/1/2022. Mesmo índice e condições para o vale-refeição e o vale-alimentação; 

- PR 2019: pagamento da 2ª parcela somente em 31/1/2022 e mediante “formalização de acordo que contemple as condições e critérios do valor a ser pago”; 

- Gratificação de férias: aplicação da fórmula que consta no Acordo Coletivo porém com adicional de 60%; 

- Adicional noturno: 35% sobre salário-base; 

- Abono salarial: pagamento só em 31/3/2022, equivalente ao piso normativo da categoria vigente em março de 22, para todos os empregados; 

- Gratificação por Tempo de Serviço: pagamento somente aos funcionários que completaram o 5º ano de trabalho até 30/4/21. Não haverá acréscimo de 1% por ano a esses trabalhadores. Essa cláusula não se aplicará aos admitidos a partir de 1º/5/2021; 

- Demais cláusulas: manutenção do que consta no Acordo Coletivo.