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Metroviários de SP ameaçam entrar em greve no próximo dia 20

LUCAS CASTILHO
·2 minuto de leitura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Sindicato dos Metroviários de São Paulo aprovou a possibilidade de uma “greve sanitária” no dia 20 deste mês, véspera do feriado de Tiradentes, celebrado em 21 de abril. A decisão foi tomada em uma assembleia online realizada nesta quarta (7), em que participaram metroviários de todas as linhas, inclusive os funcionários da ViaMobilidade e ViaQuatro, que são privatizadas. Uma nova assembleia será realizada no dia 19 para tomar a decisão final. A principal reivindicação da categoria, que não parou de trabalhar durante a pandemia de Covid-19, é a inclusão dos metroviários e demais trabalhadores do transporte público no grupo prioritário de vacinação contra a Covid-19, assim como ocorreu com professores e profissionais da área de segurança. Há também a reivindicação de que governos implementem lockdown e o apoio a causas como o pagamento do auxílio emergencial de R$ 600, além das diretrizes descritas no Plano de Emergência apresentado pelo sindicato ao estado. “Já tivemos 22 mortes, quase 1.500 contaminados nas seis linhas e o que pretendemos com essa mobilização é que o governo inclua os trabalhadores de transporte no calendário de vacinação no grupo prioritário”, diz Wagner Fajardo, um dos coordenadores gerais da entidade. “Queremos vacinas para todos, mas queremos que os setores essenciais, como nós, que podem ser contaminados, sejam vacinados para garantir a segurança de todos”, completa. O sindicato destaca que “o governo Doria e a direção do Metrô ignoraram o Plano de Emergência apresentado pelo sindicato e não vacinaram os metroviários, embora sejam trabalhadores essenciais”. Ao todo, 1.023 funcionários participaram da votação e 661 (64,6%) decidiram pela greve. Além da paralisação, a categoria decidiu participar do Dia de Luto e de Luta, em 16 de abril. Nesse dia, os metroviários irão trabalhar sem uniforme, de preto e com adesivos. Procurado, o Metrô informou que não irá se posicionar, mas destacou que mantém negociações com os trabalhadores.