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Ele criou um método para aprender inglês rapidamente e hoje fatura R$ 21 mi

Eduardo Pacheco, um dos fundadores da Park Idiomas (Foto: Divulgação)

Por Melissa Santos

Desde que entrou no curso de engenharia mecânica, Eduardo Pacheco sonhou em ter um negócio próprio. Após um tempo trabalhando em uma consultoria, ele deu um salto no conhecimento sobre estratégica e processos, o que foi primordial quando decidiu aceitar o convite de empreender que veio do cunhado, Paulo Arruda, que era professor de inglês. "Ele tinha uma empresa de ensino de idiomas, vinha estudando sobre o franchising e me chamou para desenvolver uma nova marca e um novo método", fala.

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Para ter um franchising de sucesso, os empreendedores foram a fundo para entender qual seria o diferencial da escola perante ao mercado. "Conhecíamos jovens que tinham dificuldade em aprender um novo idioma e que estavam insatisfeitos com os métodos disponíveis. Além de não aprender, eles ficavam frustrados de ter feito o investimento sem o resultado esperado", relembra.

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Para a criação da Park Idiomas, eles utilizaram a ferramenta japonesa de desenvolvimento de produtos QFD (Quality, Function and Deployement). O primeiro passo é entender os reais desejos e sonhos que quem se matricula em uma escola de idiomas nem sempre consegue expressar claramente. "Conseguimos extrair esse desejo não expresso que é justamente o de falar fluentemente a língua nova tão bem quanto o próprio português", explica.

O método da Park Idiomas foi criado totalmente baseado na comunicação oral. Desde a matrícula, todos os contatos com a escola são em inglês.

No franchising desde o ano 2000, a rede está presente em Minas Gerais, Goiás, Paraíba, Paraná, São Paulo e Distrito Federal, com mais de 70 unidades. E chegou a faturar R$ 21 milhões em 2018. “Temos como meta este ano ultrapassar as 100 unidades vendidas”, revela.

Park Idiomas agora aposta em classes no meio de corredores de shoppings (Foto: Divulgação)

A rede conta com uma série de formatos de franquias que varia de acordo com o número de salas, bem como o espaço. Por exemplo, é possível abrir uma Park Idiomas em uma sala ou prédio, mas também em um quiosque de shopping, por exemplo. Os investimentos para abrir o espaço, segundo Eduardo, varia de R$ 60 mil reais (unidade mini com 4 salas) até R$ 100 mil (espaço express com 6 salas). "O faturamento também é variado e gira em torno de R$ 50 mil", afirma,

O modelo de quiosque, nova opção lançada recentemente, foi criado para anteder a uma demanda de mercado de acessibilidade. "Ter uma loja em shopping é custoso, mas conseguimos viabilizar a Park por meio do quiosque. O legal é que esse espaço, que também pode ser inserido em faculdades e centros empresariais, potencializa ainda mais o nosso método por estar em um ambiente diversificado", acredita.