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Meteorologistas detectam furacão "zumbi" nas águas do Atlântico

Natalie Rosa
·2 minutos de leitura

Incêndios florestais nos Estados Unidos vêm provocando o reaparecimento de tempestades que já deixaram de existir, segundo informações do Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA. Chamadas de tempestades zumbis, o fenômeno está prestes a se tornar algo comum como consequência das mudanças climáticas.

Um exemplo do fenômeno aconteceu no início de setembro, quando a tempestade tropical Paulette de categoria 1, formada no Oceano Atlântico, atingiu as Bermudas. Ela se fortaleceu até se tornar um furacão de categoria 2, enfraquecendo e morrendo cinco dias e meio depois. Porém, na última segunda-feira (28), Paulette acabou recuperando a força a 400 quilômetros de distância das Ilhas dos Açores.

"Como é 2020, agora temos tempestades tropicais zumbis. Bem vindos de volta à terra da tempestade tropical viva", disse o tweet do serviço de meteorologia norte-americano.

De acordo com Donald Wuebbles, professor de ciências atmosféricas da Universidade de Illinois, essas tempestades zumbis devem acontecer com mais frequência, assim como outros desastres naturais que foram se intensificando nos últimos anos, como queimadas e furacões.

<em>Caminho da tempestade Paulette em vermelho e o caminho da tempestade "zumbi" em preto (Reprodução: CNN)</em>
Caminho da tempestade Paulette em vermelho e o caminho da tempestade "zumbi" em preto (Reprodução: CNN)

Wuebbles disse ainda que muitos furacões ganham força no Golfo do México antes mesmo de atingir os Estados Unidos, pois as águas da região são muito rasas e são facilmente aquecidas. No Oceano Atlântico, as tempestades costumam se formar nas áreas mais quentes próximos à África, sendo uma consequência da combinação de condições oceânicas e atmosféricas.

Para se formarem, furacões precisam de ar e água quente, enfraquecendo conforme se aproximam de águas mais frias ou quando estão sobre a terra. Wuebbles comenta que se os furacões não fossem tão fortes, teriam morrido e ficado no passado, no entanto, com o aumento do aquecimento global e das águas mais quentes, eles são capazes de recuperar a energia rapidamente, e o mesmo deve acontecer com outras tempestades que ainda não morreram.

Fonte: Canaltech

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