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Meteoro "bola de fogo" observado na Escócia e Irlanda pode ser lixo espacial

A reentrada de um lixo espacial pode ter sido a causa do meteoro “bola de fogo” observado nesta quarta-feira (14), que brilhou no céu por cerca de 20 segundos em cidades da Escócia e Irlanda. Para John Maclean, astrônomo da Rede de Meteoros do Reino Unido, é provável que o evento tenha sido causado por um satélite Starlink, da SpaceX. Entretanto, mais observações são necessárias para confirmar a origem do fenômeno.

Alguns moradores conseguiram filmar o fenômeno, registrando o que pareceu ser um objeto se rompendo no céu noturno. Steven Owens, astrônomo do Centro de Ciência de Glasgow, descreveu que a bola de fogo não era perfeitamente visível, mas que conseguiu ver o objeto se fragmentando e se rompendo, com pedaços sendo liberados.

Já Danny Nell relatou que estava passeando com seu cachorro em Johnstone, no Reino Unido, quando viu um brilho no céu. “Pensei que poderiam ser fogos de artifício, porque haviam partidas de futebol em andamento”, disse ele, a um veículo da mídia local.

Os vídeos parecem mostrar um objeto se rompendo no céu, enquanto seguia na direção noroeste. Em uma publicação no Twitter, a Rede de Meteoros do Reino Unido afirmou ter recebido quase 800 relatos do fenômeno e, caso tenha descido ao solo, o objeto pode ter ido na direção sul. Além disso, eles destacaram que parece se tratar de um detrito espacial.

Reentrada de satélite pode ter causado bola de fogo

Os meteoros são fenômenos luminosos que ocorrem quando objetos espaciais — sejam eles rochas ou objetos artificiais — entram na atmosfera terrestre e acabam queimados pelo atrito com o ar. “A maioria dos meteoros [rochosos] entra na atmosfera a velocidades entre 120 mil e 128 mil km/h, mas o lixo espacial é mais lento, e vai de 40 mil a 48 mil km/h ”, explicou John Maclean.

É por isso que o lixo espacial fica visível no céu por mais tempo. “O meteoro duraria apenas alguns segundos, mas esse ficou visível por 20 segundos, é lento demais para um meteoro”, acrescentou, destacando também que a fragmentação do objeto corresponde melhor àquela que seria esperada de um pedaço de lixo espacial.

Maclean notou que, como os satélites Starlink têm vida útil limitada, eles saem de órbita regularmente, reentrando na atmosfera. Eles medem menos de 3 m de extensão e são pequenos demais para colocarem pessoas em solo em risco, já que são queimados na atmosfera.

Já Jonathan McDowell, astrofísico da Universidade de Harvard, observa que não há evidências da reentrada de satélites Starlink ou de algum pedaço de lixo espacial no momento das observações. "Acredito que era uma bola de fogo lenta e natural", disse ele em um tuíte, publicado nesta quinta-feira (15).

Mesmo assim, vale lembrar que a quantidade crescente de objetos artificiais em órbita deve fazer com que eventos do tipo se tornem mais comuns. “Eu certamente acredito que provavelmente veremos mais destas bolas de fogo, com o número de satélites que Elon Musk e outros, incluindo a Amazon, estão levando ao espaço”, finalizou.

No momento, a SpaceX, sozinha, já conta com mais de 3 mil satélites lançados à órbita terrestre. Enquanto isso, a Amazon quer desenvolver uma constelação de satélites com o Projeto Kuiper.

Fonte: Canaltech

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