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Meteoritos indicam que o Sistema Solar se formou em menos de 200 mil anos

Danielle Cassita
·2 minuto de leitura

Em um novo estudo, uma equipe de pesquisadores do Lawrence Livermore National Laboratory (LLNL) analisou isótopos de molibdênio, um elemento ligado ao ferro, presentes em meteoritos antigos. O resultado das análises foi surpreendente e indicou que o Sol e o Sistema Solar levaram cerca de 200 mil anos para se formar, o que mostra que nosso astro e vizinhança se formaram mais rapidamente do que o esperado.

O material que forma o Sol e o resto do Sistema Solar veio de uma grande nuvem de gás e poeira que colapsou há 4,5 bilhões de anos. Então, após observar outros sistemas estelares que se formaram de forma semelhante ao nosso, os astrônomos estimam que as nuvens devem ter levado entre 1 e 2 milhões de anos para se colapsar e levar estrelas à ignição — e, agora, o estudo trouxe números para nosso próprio Sistema Solar, que indicam um período bem menor para isso.

Representação artística de um sistema planetário recém-formado (Imagem: Reprodução/NASA)
Representação artística de um sistema planetário recém-formado (Imagem: Reprodução/NASA)

Para o estudo, foi preciso analisar inclusões ricas em cálcio e alumínio (CAIs), estruturas sólidas com idade considerada igual à do Sistema Solar — apesar de não estar claro a qual momento da formação estelar elas correspondem. Essas pequenas formações contam com uma espécie de “gravação” que remete ao período de formação da nossa vizinhança, e podem ser encontradas em meteoritos. Elas se formaram em ambientes em que as temperaturas ultrapassaram os 1.300 Kelvin — provavelmente próximos do Sol durante sua juventude — e depois foram transportadas para as regiões de formação dos condritos carbonáceos (meteoritos com alto teor de carbono), que é onde estão hoje.

Assim, a equipe de pesquisadores do LLNL mediu a presença do isótopo do molibdênio e rastreou as composições de diversos elementos em CAIs retiradas de condritos carbonáceos. Eles descobriram que as composições isotópicas do molibdênio nas CAIs cobrem os materiais formados no disco protoplanetário ao invés de apenas uma pequena parte deles, e concluíram que as CAIs devem ter se formado durante um intervalo de tempo com 40 a 200 mil anos de duração.

Como o intervalo de tempo da acreção estelar é bem mais longo do que esse período que as CAIs precisaram para se formar, a equipe pôde estabelecer qual fase astronômica da formação do Sistema Solar ficou marcada pela formação delas e, finalmente, o tempo que o material que forma o Sistema Solar precisou para sofrer acreção. Greg Brennecka, autor líder do estudo, comenta que o período da formação do Sistema Solar não era um número exato até então. “Esse trabalho mostra que esse colapso, que levou à formação do Sistema Solar aconteceu muito rapidamente, em menos de 200 mil anos”, diz. Para ilustrar, podemos comparar esse número à vida humana: se considerarmos a idade do Sistema Solar, a "gestação" da nossa vizinhança duraria apenas 12 horas ao invés dos nove meses esperados.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista Science.

Fonte: Canaltech

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