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Meteorito vira "remédio" na Indonésia; entenda o caso

Danielle Cassita
·2 minuto de leitura

No final de janeiro, um meteorito de cerca de 25 cm de extensão e 2 kg caiu em um vilarejo localizado em Lampung, uma província da Indonésia. Contudo, como a rocha caiu justamente em uma noite que era importante para a religião dos moradores locais, ela acabou chamando a atenção deles não exatamente por seu valor científico ou monetário, mas sim por supostas “propriedades de cura”.

Segundo relatos, houve um som alto parecido com uma explosão e um brilho no céu, consequência da entrada do objeto em nossa atmosfera. O meteorito então foi encontrado por moradores enquanto ainda estava quente e brilhante, de modo que eles o recolheram e colocaram na água fria. Depois, essa mesma água foi utilizada por outros moradores para encher garrafas, que foram levadas para suas casas tanto para eles beberem quanto para molhar o corpo, porque acreditavam que isso poderia prevenir e curar doenças.

Roni Pamungkas, de 23 de anos, é um residente do vilarejo em que tudo aconteceu, e relatou ter encontrado seus vizinhos caminhando pela noite com garrafas cheias do “elixir”: "eles acreditam que a pedra é mágica, que a água vai trazer bênçãos, boa sorte e que faz bem para a saúde", relatou. A aposta nas propriedades “curativas” dessa rocha veio, na verdade, de uma coincidência aliada às crenças locais.

É que, segundo Edi Kurniawan, líder do vilarejo de Astomulyo, grande parte do vilarejo considerou que o meteorito era sagrado porque caiu numa noite importante para a religião da comunidade, e teria vindo como uma resposta às orações de um morador que estava numa longa luta contra uma doença nos rins: “uma pessoa, considerada como alguém com habilidades espirituais, sugeriu colocar a pedra na água para que a água pudesse ser usada para curar”, disse ele ao portal This Week in Asia.

A história do meteorito se espalhou rapidamente nas redes sociais, chegando ao conhecimento dos pesquisadores do instituto Astronomical Observatory of the Sumatra Institute of Technology (ITERA). Eles descobriram o incidente e foram até a casa de Munjilah, o morador que tinha a rocha, para analisá-la melhor. Após coletar amostras para analisar em laboratório, eles concluíram que realmente se tratava de um meteorito.

Robiatul Muztaba e Danni Gathot Harbowo, especialistas em engenharia geológica, explicaram que a rocha tinha elementos metálicos e ficou escura em um lado devido à fricção ocorrida durante a passagem pela atmosfera. Robiatul ressaltou não ser verdade que o meteorito teria poderes curativos, dizendo também que a rocha poderia ser perigosa para o corpo humano, porque pode conter elementos radioativos. Agora, o meteorito é considerado propriedade coletiva de todo o vilarejo, e poderá ser vendido se os moradores assim desejarem.

Fonte: Canaltech

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