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Meteorito marciano parece ter vindo de região sem condições para a vida

O meteorito Miller Range 03346, vindo de Marte, teve sua estrutura alterada por água líquida e dificilmente veio de uma região que pôde abrigar vida microbiana. É o que concluiu uma equipe de pesquisadores após aplicar técnicas não-destrutivas para analisar uma amostra da rocha espacial, cujos minerais reagiram após contato com a água há quase 630 milhões de anos.

Descoberto na Antártida em 2003, o meteorito faz parte da classe dos nakhlitos, que engloba rochas vulcânicas liberadas por um impacto de asteroide em Marte há cerca de 11 milhões de anos. Os nakhlitos são de interesse científico porque podem ter informações sobre os antigos sistemas hidrotérmicos de Marte — principalmente as fontes termais, consideradas o berço da vida na Terra.

O meteorito Miller Range 03346 (Imagem: Reprodução/NASA)
O meteorito Miller Range 03346 (Imagem: Reprodução/NASA)

Assim, para investigar o passado do meteorito Miller Range 03346, os autores trabalharam com nêutrons e raios-X para estimar quanta água líquida alterou seus minerais; ao descobrir isso, eles poderiam saber se o meteorito veio de algum local que tivesse um sistema hidrotérmico com potencial para abrigar vida.

Com as análises, eles conseguiram uma espécie de imagem tridimensional que mostrava o interior da rocha, e descobriram que os minerais do meteorito que sofreram os efeitos da água estavam em áreas isoladas. Isso sugere que a água responsável pelas alterações não veio para a rocha através de um sistema hidrotérmico, mas sim de gelo dentro dela, que pode ter derretido durante o impacto.

Portanto, a área de origem do nakhlito não pareceu ter condições adequadas para a vida emergir ou prosperar — mas vale lembrar que esta conclusão vale somente para este local, considerando a época e as condições. “Para alguns, pode ser tentador trazer conclusões sobre a vida em Marte em geral, mas descrevemos apenas o que vimos em nossa amostra particular”, ressaltou Josefin Martell, autora principal do estudo.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista Science Advances.

Fonte: Canaltech

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