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Metalúrgicos da Caoa Chery aceitam indenização e demissões

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Os funcionários da Caoa Chery em Jacareí (SP) aprovaram, nesta sexta (10), o plano de indenização social da montadora para os que forem demitidos com o fechamento da fábrica.

De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, os 489 trabalhadores que serão desligados da planta receberão indenização de nove a 15 salários nominais, com teto de R$ 5.000 por salário. O valor irá variar de acordo com o tempo de serviço de cada um. O desligamento acontecerá no dia 1º de julho.

"A Caoa Chery também se comprometeu a estender o convênio médico, o plano odontológico e o vale-alimentação por 12 meses, a partir da data de demissão", afirmou o sindicato, em nota.

A chinesa Caoa Chery anunciou no início de maio que vai interromper a produção de veículos na fábrica de Jacareí, sua principal instalação no país, para adaptar a unidade à produção de carros híbridos e elétricos. A modernização da planta está prevista para ocorrer até 2025.

A direção da fábrica assinou compromisso de dar prioridade aos atuais dispensados nas contratações relacionadas à nova planta.

Segundo o sindicato, a montadora informou que cem trabalhadores permanecerão na fábrica em setores de vendas, pós-venda, manutenção, qualidade e logística. Os que não quiserem ficar terão direito à indenização.

A categoria afirma que não irá aceitar o fechamento da fábrica e exigirá atenção dos governos federal, estadual e municipal para o compromisso firmado pela Caoa Chery.

"A empresa foi beneficiada com incentivos fiscais e obras públicas, portanto tem de assumir sua responsabilidade com a cidade e os trabalhadores. O acordo aprovado hoje não significa o fim da guerra. Continuaremos juntos, organizados, para que a fábrica volte a operar em Jacareí", afirma o diretor do Sindicato Guirá Borba Guimarães, na nota.

Unidade de Jacareí é a primeira fora da China Inaugurada em 2014, a fábrica da Chery em Jacareí foi a primeira da montadora fora da China e produz os veículos Tiggo 3x e Arrizo 6 Pro. A empresa tem outra fábrica, em Anápolis (GO), onde são montados modelos da Hyundai e Chery.

Desde março, os funcionários estão em licença remunerada. Em 5 de maio, a montadora anunciou o fechamento da planta e a demissão de todos os trabalhadores da sua linha de produção e de 50% dos funcionários do setor administrativo.

O MPT-SP (Ministério Público do Trabalho de São Paulo) chegou a propor à montadora Caoa Chery o pagamento de até 20 salários de indenização individual para reduzir o impacto social provocado pelas demissões. Mas, durante a audiência, os representantes da montadora afirmaram que a concessão de layoff esbarra em um "impedimento jurídico", e que aceitar a proposta representaria uma "fraude ao governo".

Por lei, o layoff é utilizado em momentos de crise econômica. Os trabalhadores são colocados em casa, mas precisam fazer cursos de aperfeiçoamento. O governo paga parte dos salários, e a empresa arca com outra.

No final de maio, a Justiça do Trabalho concedeu uma liminar suspendendo as demissões. O juiz argumentou que, ao contrário das dispensas individuais, "as dispensas coletivas ensejariam a necessidade prévia de negociação coletiva, considerando o impacto social que causam".

Nesta quarta-feira (8), o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu, ao julgar um processo que envolve a Embraer, que é obrigatório que haja uma negociação com sindicatos antes da dispensa em massa de trabalhadores.

Nos 37 dias até o acordo desta sexta, a categoria chegou a ocupar a fábrica da empresa e protestar em frente ao Consulado da China, em São Paulo.

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