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Metade dos brasileiros aceita cookies mesmo não sabendo para o que servem

Você sabe o que é um cookie? E para que ele serve? Obviamente, não estamos falando aqui da tradicional sobremesa, que é comum em vários países; mas sim dos minúsculos pacotes de dados normalmente utilizados em páginas da web para coletar informações dos usuários. Embora isso ajude a personalizar a navegação e agilizar a experiência com preenchimento de senhas e outras preferências das pessoas, pode trazer também problemas de privacidade e segurança online.

O assunto se tornou especialmente mais importante após a leis como o Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (GPDR, em inglês), na Europa; e a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), no Brasil. Isso porque os cookies são uma ferramenta amplamente utilizadas pelos sites para converter dados em publicidade e insumos para análises comportamentais — que também podem ser monetizados. Em casos mais extremos, podem, claro, ser manuseados para fins criminosos, já que ali estão informações muito importantes sobre o que e quando você faz ao visitar determinados sites, plataformas e serviços.

E, dada à importância dos cookies, eis que uma pesquisa da firma de segurança Avast vem para trazer dados preocupantes a respeito desse conteúdo sobre nossas vidas online: o relatório revela que, dos 50% dos adultos no Brasil que costumam aceitar os cookies de um site, a maioria, ou 52%, deseja acessar o conteúdo o mais rápido possível — e muitos nem sabem para que servem ou o que os cookies estão fazendo com suas informações.

Apenas 8% dos brasileiros disseram que geralmente rejeitam os cookies e 17% afirmaram consultar as políticas de cookies do site antes de configurar as suas preferências. Segundo a Avast, a pesquisa online foi realizada com uma amostra representativa de 1 mil pessoas com mais de 18 anos, que vivem no Brasil. O levantamento foi feito entre os dias 23 e 29 de março de 2022.

Como os cookies podem ser usados contra você

Os cookies já existiam antes da internet, com função semelhantes, como pacotes de dados para que os programadores pudessem se comunicar de forma mais simples e ágil entre si. No entanto, foi somente após meados de 1995, com a popularização dos primeiros navegadores web, é que os cookies passaram a ser usados para fins semelhantes aos de hoje.

Basicamente, os cookies da internet são pequenos códigos usados por um site para coletar ações e dados pessoais de um usuário. Eles são úteis para lembrar preferências como itens adicionados em um carrinho de uma loja de e-commerce ou sua localização, com o objetivo de customizar a experiência de compra — é possível já adiantar o cálculo de frete ou estoque para pronta-entrega em uma região, por exemplo.

Contudo, pessoas mal-intencionadas podem programar algoritmos de uma forma que a explorar os cookies, para que eles coletem muito mais do que precisam para melhorar a experiência de navegação. Assim, essas informações sigilosas podem ser usadas contra os próprios consumidores ou serem vendidas para terceiros — que podem ser desde lojas com abordagens de venda mais agressivas até cibercriminosos.

Embora a limpeza dos cookies ter ficado mais fácil com as ferramentas oferecidas pelos próprios navegadores, muita gente acaba não usando, justamente para não ter que preencher credenciais ou preferências de páginas que costumam visitar. A exclusão regular dos cookies ajuda a manter os navegadores web funcionando sem problemas. Fazer isso periodicamente é importante, pois os cookies recarregam e se acumulam quando novas sessões do navegador são iniciadas. Além disso, é recomendado por especialistas em segurança, para que não tenhamos muitos dados sensíveis armazenados por tanto tempo em repositórios desconhecidos.

Quem dera os cookies fossem tão "gostosos" como o da foto acima; muita gente usa a ferramenta para coletar dados indevidamente (Imagem: Reprodução/Pixabay/Pezibear)
Quem dera os cookies fossem tão "gostosos" como o da foto acima; muita gente usa a ferramenta para coletar dados indevidamente (Imagem: Reprodução/Pixabay/Pezibear)

Segundo a pesquisa da Avast, 36% dos entrevistados admitem que não realizam uma “faxina” regular nos cookies. Outros 44% dos brasileiros eliminam naturalmente, ou seja, de vez em quando, com a ajuda dos próprios navegadores. E 16% usam software para removê-los automaticamente.

Os cookies são bastante utilizados pela publicidade direcionada, que aproveita os dados de localização e outras preferências dos usuários para capitalizar com anunciantes. Na pesquisa da Avast os brasileiros que rejeitam cookies estão preocupados com as informações que eles podem coletar (60%), ou porque pioram a sua experiência de navegação (22%), ou porque não gostam de receber publicidade direcionada (23%).

E, embora muita gente não saiba exatamente o que são e para que servem os cookies, 87% dos entrevistados no Brasil disseram que estavam ansiosos para saber mais a respeito, como funcionam e o que implica aceitá-los ou rejeitá-los. Para ajudar os usuários e entenderem tudo isso de forma mais simples, a Avast e a chef de cozinha Carole Crema criaram conteúdo que explicam os cookies de uma forma mais leve — com os próprios cookies de comer.

Para saber mais, confira o vídeo acima e acesse a página especial da Avast com informações sobre cookies e receitas da chef Carole Crema.

Como proteger a sua privacidade online com os cookies

E se você quiser adotar alguns hábito simples para evitar monitorar melhor seus dados compartilhados pelos cookies, siga algumas ações indicadas pela Avast:

  • Controle os seus hábitos de uso dos cookies;

  • Seja seletivo sobre os cookies que aceita e limpá-los regularmente;

  • Mantenha os seus dispositivos protegidos.

Fonte: Canaltech

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