Mercado abrirá em 2 h 18 min
  • BOVESPA

    110.140,64
    -1.932,91 (-1,72%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    53.874,91
    -1.144,00 (-2,08%)
     
  • PETROLEO CRU

    76,13
    +0,25 (+0,33%)
     
  • OURO

    1.929,00
    -1,80 (-0,09%)
     
  • BTC-USD

    23.448,84
    -359,74 (-1,51%)
     
  • CMC Crypto 200

    535,31
    -10,01 (-1,84%)
     
  • S&P500

    4.179,76
    +60,55 (+1,47%)
     
  • DOW JONES

    34.053,94
    -39,02 (-0,11%)
     
  • FTSE

    7.835,02
    +14,86 (+0,19%)
     
  • HANG SENG

    21.660,47
    -297,89 (-1,36%)
     
  • NIKKEI

    27.509,46
    +107,41 (+0,39%)
     
  • NASDAQ

    12.657,50
    -189,25 (-1,47%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,4920
    +0,0023 (+0,04%)
     

Meta irá permitir mensagens de 'morte a Khamenei'

Conselho de supervisão da Meta aprovou a exceção na regra de proibição a
Conselho de supervisão da Meta aprovou a exceção na regra de proibição a "linguagem de incitação a violência" da empresa (Photo by ROBYN BECK/AFP via Getty Images)
  • Segundo conselho de supervisão, frase deve ser entendida como crítica ao líder iraniano;

  • Empresa já havia permitido o pedido de morte de Vladimir Putin depois do início da guerra na Ucrânia.;

  • Irã passa por protestos desde setembro, após a morte de uma mulher que havia sido presa por usar "trajes inadequados".

O conselho de supervisão da Meta optou por permitir que os usuários das redes sociais da empresa, Facebook e Instagram, utilizem a frase "morte a Khamenei", como forma de criticar o líder iraniano, o aiatolá Ali Khamenei.

A decisão desta segunda-feira (09) vem em contrariedade à proibição da empresa do uso de linguagem que incite "violência grave". Segundo o conselho de supervisão, a frase é usada com o significado de "abaixo Khamenei", como forma de criticá-lo e pedir sua deposição.

“No contexto do cargo e da situação social, política e linguística mais ampla no Irã, ‘marg bar Khamenei’ deve ser entendido como ‘abaixo’. É um slogan retórico e político, não uma ameaça crível”, disse o conselho. O órgão, que é financiado pela empresa, opera de forma independente à diretoria e ao conselho de administração.

Desde setembro do ano passado o Irã tem passado por diversas manifestações que pedem o afrouxamento das leis islâmicas e da repressão cultural. Os protestos iniciaram após a morte de uma iraniana curda, que foi presa por usar "trajes inadequados", em violação das rígidas regras de vestimenta do país para as mulheres.

Segundo a empresa, é proibido utilizar linguagem que incite a "violência grave" nas redes sociais. No entanto, a Meta afirmou que o time de moderação é treinado para evitar exageros, limitando a aplicação das regras apenas a ameaças críveis.

O cumprimento da regra apenas em casos "críveis" faz com que a medida se torne ambígua, sem muita certeza sobre as situações em que ela se aplica. A Meta também criou uma isenção temporária para que as pessoas possam pedir a morte do presidente russo, Vladimir Putin, na época da invasão da Rússia à Ucrânia. Contudo, após a divulgação desse ato pela mídia, a empresa decidiu reverter sua decisão e voltar a aplicar a regra de linguagem violenta.

Nesta segunda-feira, a empresa também anunciou que está pondo em prática sua regra de proibição de incitação a violência em publicações que apoiem ou exaltem os ataques na Praça dos Três Poderes, em Brasília, realizados por terroristas bolsonaristas neste domingo.