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Meta de inflação de 2024 será de 3%, define Conselho Monetário

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***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 08.02.2019: Still de calculadora científica. (Foto: Gabriel Cabral/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 08.02.2019: Still de calculadora científica. (Foto: Gabriel Cabral/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O CMN (Conselho Monetário Nacional) definiu nesta quinta-feira (24) em 3% a meta de inflação para 2024, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

As metas para 2022 e 2023 seguem em 3,50% e 3,25%, respectivamente, com a mesma margem. Para este ano, o objetivo a ser perseguido para a inflação é de 3,75%.

A meta serve como uma âncora para as expectativas dos agentes de mercado. O BC (Banco Central) guia sua atuação e maneja a taxa Selic com o objetivo de alcançar o centro da meta.

Caso não atinja esse objetivo e a inflação encerre o ano acima do limite máximo da margem tolerância, o presidente do BC fica obrigado a apresentar uma carta aberta ao ministro da Economia para explicar as razões do descumprimento e as providências que deverão ser tomadas para o retorno da inflação aos limites estabelecidos.

Desde 2019 a meta, medida pelo IPCA (índice de preços ao consumidor do IBGE), vem sendo reduzida em 0,25 ponto percentual ao ano.

A partir do segundo semestre do ano passado, o IPCA teve alta expressiva, impulsionado, entre outros fatores, pelo aumento dos alimentos. O movimento se estendeu para este ano, com alta de preços de combustíveis e da energia elétrica.

O BC prevê que a inflação alcance 8,5% no acumulado de 12 meses até agosto, segundo relatório divulgado nesta quinta-feira. Para a autoridade monetária, depois disso, o indicador cairia progressivamente até chegar em 5,8% no fim de 2021, 0,55 ponto percentual acima do teto da meta para o ano.

A estimativa do BC é de alta mensal de 0,62% em junho, de 0,39% em julho e de 0,26% em agosto, acúmulo de 1,28% no trimestre.

Em maio, o IPCA acumulou alta de 8,06%, com aceleração de 0,83% no mês, a maior para o período desde 1996.

De acordo com o documento, o risco de o indicador romper o teto subiu para 74%. No documento anterior, de março, a probabilidade era de 41%. A chance de ficar abaixo do piso da meta é zero, segundo o BC.

"O CMN avalia que a fixação da meta de inflação em 2024 em 3,00% reduz incertezas e aumenta a capacidade de planejamento das famílias, das empresas e do governo. A redução em 0,25 ponto percentual na comparação com a meta de 2023 é coerente com a elevada credibilidade da política monetária", disse o Ministério da Economia em nota.

"A expectativa de inflação futura, projetada no Boletim Focus, mostrou-se ancorada à trajetória de reduções da meta anteriores, e a variância das expectativas de inflação tem caído substancialmente com as reduções da meta. Tais evidências revelam que a política monetária e as metas são críveis, o que elimina os possíveis custos de redução de seus percentuais", justificou a pasta.

O ministério afirmou que o processo de consolidação fiscal da economia cria um ambiente favorável para redução estrutural da inflação e dos juros.

"Medidas como o teto de gastos e a reforma da Previdência produziram expectativas de uma redução na trajetória de gastos, enquanto a Emenda Constitucional 109/21 [PEC Emergencial] estabeleceu gatilhos para ajuste de gastos da União, Estados e municípios e se somou à aprovação de outras leis complementares que reforçam o equilíbrio fiscal dos entes federativos", ressaltou a nota.

"Mesmo diante de choques adversos, o compromisso do governo com o equilíbrio fiscal intertemporal, refletido na manutenção do teto, mantém o ambiente favorável à estabilidade macroeconômica", continuou.

A pasta frisou ainda que a inflação traz custos substanciais para a sociedade, "reduzindo os rendimentos reais de capital e trabalho, e, portanto, desestimulando a atividade produtiva".

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