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Meta consegue acordo preliminar sobre o escândalo da Cambridge Analytica

Em 2018, o Facebook sofreu uma ação judicial conjunta por usuários da rede social que tiveram seus dados vendidos para diversas empresas, incluindo a Cambridge Analytica – envolvida na campanha de Donald Trump em 2016. Após quatro anos, a Meta entregou um documento judicial solicitando a suspensão do processo em 60 dias, com a justificativa de estar produzindo um acordo que será apresentado no tribunal.

O acordo foi anunciado na última sexta-feira (26), após o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, e outros funcionários executivos terem sido convocados a prestar depoimentos com duração de seis horas, agendados para setembro. O documento afirma que o Facebook e as vítimas do vazamento chegaram a um consenso que parece dar fim à ação judicial.

Apesar do pedido de suspensão de 60 dias, o juiz distrital dos Estados Unidos, Vince Chhabria, concedeu a moção parcialmente. Segundo ele, ainda é esperado que todas as partes "compareçam à audiência na sexta-feira, 2 de setembro, para discutir as sanções". A Meta não deu detalhes sobre o valor e nem os termos do acordo.

O escândalo da Cambridge Analytica

O processo iniciado em 2018 por usuários do Facebook acusa a plataforma de violar as regras de proteção da privacidade de seus dados. O Facebook compartilhou informações pessoais de seus usuários com Cambridge Analytica, empresa que tinha como presidente o principal assessor de Trump, Steve Bennon.

A Cambridge Analytica coletou e utilizou, sem consentimento, dados de 87 milhões de usuários, por meio de um acesso concedido pelo Facebook, para desenvolver um software e influenciar eleitores a favor do ex-presidente. Desde a revelação do caso, em 2018, a rede social vem enfrentando diversos processos em esferas diferentes sobre o assunto, incluindo o pagamento de uma multa de 5 bilhões de dólares.

O que as vítimas esperavam do processo

A princípio, os usuários que processaram a rede social solicitavam uma auditoria e divulgação do Facebook, mudanças nas configurações padrão de segurança, "compensação por invasões em privacidade em um nível sem precedentes", e danos pelos usuários que não entenderam o que foi tirado deles e como o a plataforma lucrou, além de "alívio adicional".

Segundo o documento, uma das reclamações dos usuários foi sobre se sentirem enganados pelas configurações de privacidade acessíveis, enquanto as opções que verdadeiramente ofereciam controle sobre sua segurança estavam "enterradas" no aplicativo. Além disso, os autores do processo disseram que não foram informados sobre os vazamentos, mesmo após o Facebook descobrir sobre a venda ilegal dos dados.

Uma nova legislação

O Congresso norte-americano está considerando uma nova legislação, conhecida como Lei de Responsabilidade Digital e Transparência, em que os usuários de serviços populares na internet receberiam proteções federais. As empresas seriam obrigadas a fornecer um aviso acessível das suas práticas de privacidade.

No início do ano, a Meta sinalizou que está motivada a atualizar suas políticas, investindo em formas mais seguras para os anunciantes direcionarem o marketing para os usuários, incluindo uma nova tecnologia de "melhoria de privacidade", a Private Lift. Essa solução adicionaria camadas extras para limitar as informações que podem ser aprendidas – tanto pelos anunciantes quanto pela Meta.

Fonte: Canaltech

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