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Mester, do Fed, diz que não tem inclinação sobre magnitude da alta de juros em setembro

Por Ann Saphir e Howard Schneider

JACKSON HOLE, EUA (Reuters) - A presidente do Federal Reserve de Cleveland, Loretta Mester, disse neste sábado que basearia sua decisão de apoiar ou não um terceiro aumento de 75 pontos base na taxa de juros no próximo mês em dados de inflação dos Estados Unidos.

O presidente do Fed, Jerome Powell, disse na sexta-feira que o Fed aumentará os juros o bastante para começar impactar o crescimento econômico, aliviar o mercado de trabalho e derrubar a inflação, mas afirmou que o tamanho da elevação na reunião de setembro dependeria da "totalidade" dos dados antes dessa data.

O Departamento do Trabalho dos EUA divulgará suas estimativas de empregos criados em setembro na próxima sexta-feira. Já o índice de preços do consumidor sai uma semana antes da reunião do Fed, que ocorrerá em 20 e 21 de setembro.

"Não tenho uma inclinação neste momento", disse Mester à Reuters, durante a conferência anual dos bancos centrais em Jackson Hole, Wyoming, acrescentando que dados sobre inflação e o panorama da inflação guiarão seus cálculos. "Ainda não vimos, de maneira a me satisfazer, evidências convincentes de que a inflação está em uma trajetória de queda - ainda não estou nem convencida de que chegou ao pico".

Mester também disse que prevê elevar a taxa básica do banco central dos EUA para pouco mais de 4% no começo do ano que vem e mantê-la nesse patamar durante 2023. O Fed atualmente tem como meta uma taxa básica entre 2,25% e 2,5%.

"Não vejo as taxas do Fed recuando ano que vem", disse. Isso contraria as expectativas do mercado por uma pequena queda, presumivelmente em resposta a um enfraquecimento da economia ou declínio da inflação.

Com o mercado de trabalho bem apertado, Mester afirmou que não está esperando uma recessão. Ela também não espera que a taxa de desemprego, agora em 3,5%, suba para mais de 4,25%, muito menos para os 5% ou 6% que alguns analistas disseram que pode ser necessário para realmente esfriar a inflação que, pela medida preferida do Fed, cresceu para 6,3% em julho.

Essa medida, o índice de preço de gastos de consumo pessoal, caiu de 6,8% em junho, mas está acima da meta de 2% do Fed desde março de 2021.

Os comentários de Mester sublinham a completa unidade entre os responsáveis pela política do Fed sobre a necessidade de aumentar ainda mais as taxas de juro para vencer a inflação, independentemente do impacto às famílias, no momento em que a taxa de desemprego aumenta.

Mas eles sugerem que há espaço para debater o quão longe precisam ir. O presidente do Fed de Atlanta, Raphael Bostic, disse na sexta-feira, por exemplo, que vê a necessidade de mais 100 a 125 pontos base nos juros, o que levaria a taxa alvo para algo entre 3,25% e 3,75%.

Apesar de o aumento do desemprego impactar negativamente as famílias, as coisa seriam piores se o Fed não agisse, disse Mester, ecoando comentários de Powell na sexta-feira.

"Neste momento, a inflação ainda é alta demais, inaceitavelmente alta, e exigirá mais ações do Fed para colocá-la em uma trajetória de queda", disse ela.

(Por Ann Saphir e Howard Schneider)