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Maradona e Messi: o cartão amarelo que faltou em 1986 sobrou agora...

Mauro Beting
·3 minuto de leitura
Messi faz o quarto gol contra o Osasuna e celebra com a camisa que Maradona usou em 1993 no Newell's do coração da Pulga FOTO David Ramos/Getty Images

Em 7 de outubro de 1993, Jorge levou o filho de 6 anos e 3 meses ao estádio do Newell´s Old Boys para ver a estreia do novo camisa 10 contra o Emelec. O veterano reforço quase fez um gol espetacular depois de matar a pelota no peito e dar um voleio maravilhoso, salvo pelo goleiro Valencia.

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Como se El Pibe tivesse 15 e não os então 32 anos.

Na segunda etapa, o astro que estreava passou por dois equatorianos e bateu da entrada da área, no ângulo direito do Emelec. E com o pé direito como se fosse o canhoto expecional. Para delírio de Jorge que jamais esqueceu aquela noite que seu filho Lionel não lembra: a da estreia de Maradona pelo Newell´s.

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O primeiro e único gol dele com a camisa do clube do coração de Jorge e de seu pequeno filho.

Naquela noite de 1993, pela primeira vez na história de dois antológicos gênios, as duas maiores pernas esquerdas do futebol estavam no mesmo espaço onde o pequeno Lionel não jogaria profissionalmente. Porque sete anos e dois meses depois ele desembarcaria na Catalunha, do baixo dos seus 13 anos, 1m27, para jogar nas canteras do Barcelona. Onde 18 anos Maradona havia chegado ao Camp Nou. Quatro anos de ganhar “sozinho” a Copa de 1986.

Lionel não lembra o que viu com seis anos. O que pouco vimos melhor desde 1863.

Mas mesmo sem lembrar, ele já havia visto no YouTube várias vezes o golaço único de Maradona pelo Newell´s do coração. E “resolveu” fazer o mesmo no quarto gol culé contra o Osasuna, no domingo. Pegou a bola na entrada da área, passou por dois, e mandou cruzado no ângulo esquerdo.

Um gol muito parecido como são muito parelhos essas crias absurdas dos potreros platinos. O de Diego foi de direita. O de Messi foi de canhota. Tiros cruzados e indefensáveis. Histórias que se cruzam nas galáxias.

Na celebração, Messi recebeu os abraços merecidos por mais um dos 712 gols na carreira, e foi até a linha de fundo. Baixou a tarja de capitão blaugrana (como também foi El Pibe o albiceleste no bi mundial em 1986), e tirou respeitosamente a camisa do Barça para mostrar uma vermelha e preta do Newell´s. Uma realmente usada por Diego em 1993. Comprada por um colecionador que a deu a Messi.

Depois recolocou a do Barcelona e foi ao centro de campo receber o cartão amarelo do árbitro pela atitude.

Na letra fria da regra, na súmula do árbitro Antonio Mateo Leohz: “Messi Cuccittini, Lionel Andres, foi admoestado pelo seguinte motivo: por tirar a sua camisa depois de marcar um gol e relevar outra camisa: a do Newell´s Old Boys da temporada 199-94 com o número 10 nas costas”.

O árbitro tinha razão. Como teria o tunisiano Ali Bennaceur se tivesse visto a tinhosa mão divina de Diego contra Shilton no Azteca, na vitória contra os ingleses, em 1986.

Se o árbitro errou ao não coibir a mão diabólica no México, errou ainda mais na Espanha ao acertar agora o cartão amarelo de vergonha por cumprir a regra fria e gélida. Sem alma e sem vida. Desumana por não entender que gênios indomáveis e maradonianos como Diego precisam ser livres para driblar rivais e as regras. Mesmo as certas.

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