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Messi e o fim de uma era no FC Barcelona

·4 minuto de leitura
Nesta foto de 16 de maio de 2021, Lionel Messi, atacante do Barcelona, comemora após marcar um gol contra o Celta de Vigo pela Liga Espanhola no estádio Camp Nou, em Barcelona

Artilheiro insaciável, capitão com 35 títulos e recordes intermináveis, seis vezes ganhador da Bola de Ouro... Lionel Messi, que encarnou o melhor do FC Barcelona deixará o clube onde passou uma vida, encerrado uma era.

Após manter a incerteza durante toda a temporada passada e quando parecia que tudo se encaminhava para a manutenção do vínculo entre o Barça e seu ídolo, "obstáculos econômicos e estruturais" levaram nesta quinta-feira (5) à saída da 'Pulga' do clube da sua vida.

Messi abalou as estruturas do Barcelona com a sinalização de sua saída há quase um ano, mas uma nova Copa do Rei, uma troca na presidência do clube e uma linha ascendente em seu jogo na temporada passada o fizeram mudar de ideia.

Mas, "apesar de ter sido alcançado um acordo entre o FC Barcelona e Leo Messi", a situação econômica do clube e as estritas normas financeiras da Liga sobre limites salariais, levaram ao fim da era Messi.

Em 121 anos de existência do clube, talvez só Johan Cruyff, também Bola de Ouro, possa se equiparar ao que Messi representa para o time catalão.

Aos 33 anos, Messi talvez não tenha mais a energia que o fazia superar os zagueiros como se fossem cones em todos os gramados da Espanha e da Europa, mas o atacante baixinho continua sendo, no entanto, uma máquina de dribles e gols.

- Um recorde atrás do outro -

A prova: nesta temporada, acumulou seu oitavo troféu Pichichi de melhor artilheiro da LaLiga com 30 gols, o quinto consecutivo, para continuar somando recordes.

É, de longe, o maior artilheiro da história do Barça (709 gols em 836 partidas), o maior goleador da história da Liga, o maior anotador em um ano natural (91 em 2012) e o jogador com mais títulos pelo Barcelona, 35 no total, incluindo quatro 'Champions' (2006, 2009, 2011, 2015).

A 'Pulga' também conquistou seis Bolas de Ouro, mais que Cristiano Ronaldo (5), Cruyff, Michel Platini e Marco Van Basten (3).

Sua coleção de prêmios é insuperável, tanto individual quanto coletivamente depois de alcançar, por fim, em junho passado, a glória ao vencer a Copa América, seu primeiro grande título com a seleção argentina.

Até então, o campeão olímpico de 2008 tinha chegado às finais da Copa do Mundo de 2014 e da Copa América em 2007, 2015 e 2016.

Pelo Barcelona, desde a estreia profissional de 'Leo', em 2004, o time se encantou pelo pequeno prodígio que chegou no ano 2000 aos 13 anos, vindo da sua cidade natal, Rosario.

Com o passar dos anos, o FC Barcelona viu seu jogo se agarrar à "Messidependência", que agora terá que aprender a superar.

"A 'Messidependência' não me dá muita urticária. Em qualquer time, Messi influenciaria o estilo de jogo", ironizou em 2018 Ernesto Valverde, então técnico do Barça.

- Messi capitão -

À medida que seu rendimento impulsionava a equipe, Messi também foi ganhando peso no time até se tornar seu capitão em 2018, após as saídas sucessivas de figuras como Xavi Hernández e Andrés Iniesta.

E o calado camisa '10' catalão também começou a levantar a voz quando necessário, assumindo seu novo papel.

Em fevereiro de 2020, Messi pediu a Eric Abidal, diretor esportivo do clube na época, para "assumir suas decisões" e "dar nomes", depois que o francês responsabilizou os jogadores pela demissão de Valverde.

As intervenções rompiam com sua proverbial timidez, que lhe rendeu uma imagem menos midiática que a do seu grande adversário, Cristiano Ronaldo.

Quando o mundo do futebol descobriu Messi, comoveu-se com a história deste menino que, segundo a versão corrente, teve problemas de crescimento e deixou Rosario para encontrar no Barcelona um clube que custeou seu tratamento médico.

Esta imagem positiva não mudou, apesar de ter sido condenado a 21 meses de prisão (que não precisou cumprir) e os 2,1 milhões de euros (2,49 milhões de dólares) de multa, imposta pela Suprema Corte espanhola em 2017 por fraude fiscal.

Uma sentença que chegou semanas depois de seu casamento com Antonella, amiga de infância e agora mãe de seus três filhos (Thiago, Mateo e Ciro).

Morando em Castelldefels, nos arredores de Barcelona, Messi encontrou um equilíbrio familiar e profissional na capital catalã, que agora vai deixar rumo a um destino ainda desconhecido.

pve-gr/iga/mvv

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