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Mesmo em minoria, deputadas produzem e aprovam mais projetos do que homens

Redação Notícias
·2 minuto de leitura
Plenário da Câmara dos Deputados - Foto: Divulgação
Plenário da Câmara dos Deputados - Foto: Divulgação

O estudo inédito do Instituto Vamos Juntas, dilvulgado nesta semana do Dia Internacional da Mulher, mostra que, embora ainda sejam minoria na Câmara dos Deputados, parlamentares mulheres produzem e aprovam mais projetos de lei do que deputados homens.

A pesquisa analisou a atuação parlamentar de 2015 a 2020 na Casa. Em 2020, as mulheres foram responsáveis pela aprovação de 24 projetos de lei, sendo que nove dessas aprovações aconteceram em um único dia.  

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As deputadas ocupam apenas 15% das cadeiras na Câmara, mas o estudo aponta para um avanço considerável, sobretudo em temas fundamentais para o desenvolvimento do país, como saúde e educação.

Para se ter ideia, nos últimos cinco anos, a bancada feminina foi responsável por 22% dos projetos relacionados à e ducação e 25% dos projetos da área de saúde.

O objetivo do movimento suprapartidário e nacional Vamos Juntas, idealizado pela deputada federal Tabata Amaral (PDT-SP), é trazer mais mulheres para a política, tendo como primeiro objetivo potencializar as chances de eleições femininas. A entidade afirma que nas últimas eleições, por exemplo, foram responsáveis por ajudar a eleger 11 vereadoras.

Ao jornal Congresso em Foco, Tabata Amaral disse que um dos um dos fatores que fazem com que o aproveitamento das deputadas seja maior em comparação aos homens é a necessidade de "provar todos os dias que são boas profissionais".

"Existe um imaginário de que política não é 'coisa' de mulher, de que as mulheres não são competentes o suficiente. Isso faz com que os homens permaneçam nos espaços de poder", afirmou.

Para a parlamentar, uma forma de lutar contra é fazer valer as leis como as "reservars de cadeiras e fundos eleitorais destinados às mulheres". Segundo ela, essas são as poucas medidas efetivas para alcançar a equidade de gênero na política.

27 anos, 2 projetos aprovados

Para efeitos de comparação, o atual presidente Jair Bolsonaro (sem partido) quando deputado federal teve apenas dois projetos aprovados pela Casa em 27 anos de atuação. Além disso, das mais de 150 propostas apresentadas, apenas um trata de educação, dois sobre saúde e pelo menos 32 propostas voltadas para os militares.

O Brasil ocupa o 154º lugar no ranking de 2020 da Inter-Parliamentary Union sobre a presença feminina nos parlamentos, ficando atrás de países como o Camboja, Afeganistão, Nigéria e Índia.

O Relatório Mundial sobre a Desigualdade de Gênero 2020 demonstrou que o país necessita de mais de 60 anos para a eliminar as diferenças de oportunidades entre os gêneros.