Mercado fechado

Mesmo com restrições dos EUA, Huawei deve chegar a 230 mi de smartphones em 2019

Claudio Yuge

A Huawei vem registrando uma crescente impressionante nas últimas temporadas. No ano passado, a fabricante chinesa ultrapassou a Apple e chegou à segunda posição entre os maiores vendedores de smartphones do mundo — ficando atrás somente da Samsung. Neste ano, muita gente acreditava que esse ritmo caísse, por conta das severas restrições impostas pelo governo dos Estados Unidos. Mas, ao que parece, isso não deve acontecer com a intensidade esperada.

Segundo o periódico chinês Sina Technology News, o CEO Richard Yu convocou uma reunião interna com os executivos e projetou um final de ano com 230 milhões de unidades distribuídas em todo o mundo. Vale destacar que a Huawei chegou ao posto em que está ao atingir 200 milhões de dispositivos no ano passado.

Imagem: Reprodução/Huawei

Em outubro, a gigante asiática revelou que já havia chegado à mesma quantidade de 2018 — ou seja, os 30 milhões a mais desembarcam nesses últimos três meses. Os números impressionam e mandam um importante recado para a concorrência e, claro, para a administração estadunidense: de que a Huawei talvez possa continuar avançando agressivamente, mesmo sem a cadeia de fornecimento norte-americano.

Mas tem um outro lado...

Esse número é o correspondente ao de remessas, que, claro, é controlado pela demanda. Mas não reflete, necessariamente, o sucesso nas vendas, que, normalmente, impulsionam ainda mais a distribuição.

Se entre janeiro e outubro a distribuição foi de 200 milhões de unidades, o equivalente a todo 2018, esse seria um cenário extremamente favorável para as expectativas de comercialização para as festas de final de ano. Afinal, é nessa época, em todo o mundo, que acontecem as Black Fridays e que os consumidores estão mais aptos a gastar e, claro, comprar telefones.

As restrições impostas pelos Estados Unidos, então, afetaram sim essa produção, embora não na intensidade esperada por muitos — caso contrário, a projeção seria maior do que os atuais 30 milhões. O jeito é aguardar a virada de temporada para observar como será o desempenho da chinesa no primeiro trimestre de 2020 — principalmente com a chegada do 5G.

Fonte: Canaltech