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Mesmo com queda de vírus em celulares, aumenta o perigo dos trojans bancários

Uma queda de mais de 64% nos índices de distribuição de vírus para celulares no primeiro trimestre de 2022, na comparação com o mesmo período do ano passado, pode soar como uma boa notícia. Mas para os especialistas da Kaspersky, uma análise mais aprofundada nos números mostra que o perigo aumento, com um crescimento significativo no número de trojans bancários mostrando que, na realidade, os criminosos estão se tornando mais focados e visando um aumento na eficácia dos ataques.

Entre janeiro e março deste ano, foram 516,6 mil detecções, volume que representa quase um terço do início de 2021, quando a proliferação de pragas e phishing levou a um total de mais de 1,45 milhões. Os números atuais, também, apresentam uma tendência de queda de 13% em relação ao quarto trimestre de 2021, mantendo índices cada vez mais baixos relacionados ao período pós-vacina e aumento na segurança e atenção por parte de usuários e corporações.

Pragas que exibem anúncios (adwares) e ferramentas aparentemente inocentes, mas que escondem potencial perigoso, as chamadas risk tools, foram as mais detectadas, com 48,7% e 16,9% dos incidentes registrados. Por outro lado, o relatório da Kaspersky exibe um crescimento de 40% nas detecções de malwares bancários; eles representam 10,4% do volume enviado pelos criminosos digitais neste início de ano.

<em>Trojans bancários representam categoria com principal crescimento no primeiro trimestre de 2022, ainda bem abaixo de adwares e risk tools, mas representando maior perigo de ataques direcionados e com prejuízos consideráveis (Imagem: Divulgação/Kaspersky)</em>
Trojans bancários representam categoria com principal crescimento no primeiro trimestre de 2022, ainda bem abaixo de adwares e risk tools, mas representando maior perigo de ataques direcionados e com prejuízos consideráveis (Imagem: Divulgação/Kaspersky)

Uma única família de pragas, a Trojan-Banker.AndroidOS.Bray, foi responsável por 81% das detecções no primeiro trimestre deste ano. Como o nome já indica, se trata de um malware focado no sistema operacional mobile do Google, que abusa dos sistemas de acessibilidade da plataforma para roubar dados e exibir telas falsas, permitindo a execução de transferências e outras operações como se fosse o próprio usuário.

Guerra foi o tema mais explorado para espalhar trojans bancários

O tema da guerra entre Ucrânia e Rússia foi o mais utilizado para disseminar os trojans bancários, com aplicativos falsos que prometiam assistência a refugiados e também cidadãos russos, diante de sanções e bloqueio de serviços no país, sendo os mais utilizados. A Kaspersky também ressalta o Brasil como um dos países mais atingidos, ao lado de Índia e México, por golpes que prometem empréstimos e tentam se aproveitar da situação econômica delicada destes territórios. Em alguns casos, há efetivo envio de dinheiro, com juros altos, extorsão e até contatos com familiares e colegas de trabalho para pressionar por um pagamento rápido.

A expectativa dos especialistas é que os ataques direcionados ao setor bancário continuem como tendência e aumentem ainda mais em número de detecções. Ainda que deixar adwares e risk tools para trás seja uma perspectiva distante, a Kaspersky vê essa como uma movimentação que deve seguir forte ao longo dos próximos trimestres, representando riscos cada vez maiores para os usuários do sistema operacional Android, principal alvo das campanhas maliciosas.

Desconfiar de propostas mirabolantes, evitar baixar soluções pouco confiáveis e ignorar links que cheguem por e-mail ou mensageiros instantâneos são os melhores caminhos para proteção. A recomendação também é pela instalação de softwares de proteção no celular, assim como atualizar o sistema operacional; versões mais recentes do Android, por exemplo, possuem sistemas que dificultam o abuso dos serviços de acessibilidade, defendendo os utilizadores de ataques desse tipo.

Fonte: Canaltech

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