Mercado fechado
  • BOVESPA

    102.224,26
    -3.586,99 (-3,39%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    49.492,52
    -1.132,48 (-2,24%)
     
  • PETROLEO CRU

    68,15
    -10,24 (-13,06%)
     
  • OURO

    1.788,10
    +1,20 (+0,07%)
     
  • BTC-USD

    54.430,09
    -373,93 (-0,68%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.365,60
    -89,82 (-6,17%)
     
  • S&P500

    4.594,62
    -106,84 (-2,27%)
     
  • DOW JONES

    34.899,34
    -905,04 (-2,53%)
     
  • FTSE

    7.044,03
    -266,34 (-3,64%)
     
  • HANG SENG

    24.080,52
    -659,64 (-2,67%)
     
  • NIKKEI

    28.751,62
    -747,66 (-2,53%)
     
  • NASDAQ

    16.051,00
    -315,00 (-1,92%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,3485
    +0,1103 (+1,77%)
     

Mesmo com perdas na pandemia, só 36% dos alunos de escolas públicas recebem aulas de reforço, diz Datafolha

·3 min de leitura

RIO - Pesquisa do Datafolha, divulgada na noite desta quinta-feira, mostra que apenas somente 36% dos responsáveis ouvidos afirmam que seus filhos, alunos de escolas públicas, recebem aulas de reforço mesmo com toda a perda de aprendizagem causada pelo fechamento das escolas na pandemia. O estudo foi encomendado por Itaú Social, Fundação Lemann e BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento).

— Não deixa de ser relevante ter um terço dos alunos, mas mas dadas as estimativas que a gente tem visto de defasagem de aprendizagem a gente imagina que a quantidade de alunos que precisa de reforço deve ser bem maior do que isso — afirma Daniel de Bonis, diretor de Políticas Educacionais da Fundação Lemann.

O levantamento também mostra que 87% dos pais e responsáveis afirmam que os estudantes que já estão frequentando aulas presenciais estão se sentindo mais animados, 80% mais otimistas e 85% mais interessados pelos estudos.

O estudo é o sétimo de uma série que vem acompanhando a percepção das famílias brasileiras a respeito dos desafios da pandemia na educação desde o começo da crise sanitária. Foram ouvidos, entre os dias 13 de agosto e 16 de setembro de 2021, com abordagem telefônica, 1.301 responsáveis que responderam por um total de 1.846 crianças e adolescentes com idades entre 6 e 18 anos da rede pública, em todas as regiões do país.

Ainda de acordo com a pesquisa, 51% dos estudantes que tiveram a possibilidade de voltar para escola estão desmotivados, e esse índice é de 58% entre os que ainda não tiveram a escola aberta. No caso das dificuldades com a rotina, a diferença é ainda maior: de 58% dos estudantes que tiveram as escolas reabertas, contra 70% dos que ainda não estão frequentando as aulas presenciais.

— Atenuar as marcas deixadas pela pandemia na educação exigirá um aprofundado ainda maior do debate sobre formato, currículo, habilidades prioritárias e investimentos para o retorno. Os alunos precisam ter a chance de recuperar a aprendizagem de forma efetiva e com equidade, considerando todas as perdas que os grupos mais vulneráveis passaram — avalia a superintendente do Itaú Social, Angela Danemann.

A etapa qualitativa da pesquisa demonstrou uma importante relação entre a recuperação da aprendizagem e fatores socioemocionais, como ilustra um dos depoimentos coletados: “Meu filho vai para o 1º ano do Médio e está muito preocupado. Ele não conseguiu assimilar muita coisa, ele fica preocupado, não dorme direito. Fica ansioso.”

Segundo os responsáveis, as escolas de 65% dos estudantes reabriram, a maioria com rodízio entre os alunos, sendo que em maio de 2021 este índice era de apenas 24%. Entre os que tiveram a escola reaberta, 72% voltaram às salas de aulas presenciais. A pesquisa mostra ainda uma grande diferença regional nesses dados: na região Sul, os entrevistados afirmaram que as escolas de 90% dos estudantes estão reabertas, em contraste com apenas 40% no Nordeste.

— Infelizmente, o retorno está sendo também desigual. As escolas que não voltaram, em geral, atendem os alunos mais pobres. São principalmente em redes municipais de cidades pequenas — explica Bonis.

Segundo o especialista, não há motivos para que não se volte às aulas pelo menos no esquema híbrido ainda este ano, considerando a queda de mortes e casos, a quantidade de brasileiros imunizados e até as experiências já realizadas de volta às aulas presenciais em diversas partes do país.

— Não pode deixar para o ano que vem por inércia. Cada mês a menos faz diferença, é um custo a mais que a gente impõe a nós meses para a recomposição da aprendizagem. Esse tempo é importante. Não dá pra ter uma postura condescendente achando que por estar em outubro é muito tarde para reabrir ainda em 2021 — afirma.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos