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Mesmo com pandemia, fintechs crescem ainda mais em 2020

·5 minuto de leitura
Future of financial technology concept businessman selecting fintech word
Future of financial technology concept businessman selecting fintech word

No ecossistema brasileiro de startups, as fintechs são o maior destaque. Em 2020, o setor cresceu 34% em comparação com o último ano, chegando a mais de 800 empresas. Há quatro anos, eram apenas 85, de acordo com o Distrito Fintech Report. Há uma explosão de empresas no setor, que visam abocanhar um mercado cada vez mais amplo e seguro.

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Afinal, ao contrário de muitos setores que foram afetados negativamente pela pandemia, as fintechs viram uma oportunidade de crescer ainda mais com a grande expansão dos pagamentos digitais em meio ao isolamento social, mesmo em camadas antes não atendidas. O contexto nacional, com novidades como Pix e Open Banking, também ajudou.

“A pandemia acabou por acelerar, e muito, a adoção de serviços financeiros digitais”, diz Bruno Diniz, especialista do segmento. “A própria distribuição de auxílio governamental via fintechs, como a Picpay, levou milhões de pessoas a ter seu primeiro contato com aplicativos financeiros, abrindo caminho para utilização de serviços digitais. Por esse ponto de vista, a crise impulsionou a mudança de comportamento que beneficiou fintechs locais”.

Investimentos

Assim, para compreender esse ano de crescimento inesperado das fintechs, é preciso compreender que três variantes se mantiveram: faturamento, crescimento de clientes e, é claro, investimentos. Sobre este último ponto, pode-se dizer que todo o setor de inovação reagiu bem, com grandes aportes mesmo em tempos de pandemia e de tantas incertezas.

O segmento também é o que mais atraiu aportes entre as startups no ano até agora. No total, mais de US$ 1 bilhão foram investidos em cerca de 70 rodadas, segundo o Inside Venture Capital Brasil. A relevância desses números se torna ainda maior quando associada ao cenário nacional, onde mais de 70% das startups nunca receberam nenhum tipo de investimento, como aponta a Associação Brasileira de Startups (Abstartups).

“O crescimento das fintechs na pandemia foi impulsionado pela necessidade do pequeno empreendedor de fazer a sua transformação digital para poder continuar vendendo e fazendo negócios a partir do ambiente de home-office. O que deveria acontecer em 4 ou 5 anos aconteceu em 3 meses”, comenta Piero Contezini, CEO da fintech Asaas.

A própria Asaas, que oferece uma solução completa para gestão de cobranças, pagamentos e antecipações focada em profissionais autônomos e micro e pequenos empreendedores, foi uma das fintechs que colaborou para esse bom cenário.Em outubro, a empresa recebeu aporte de R$ 37 milhões liderado pelo Inovabra Ventures, do Bradesco.

Assim como esse, muitos investimentos vêm de bancos que perceberam a necessidade de inovar, desenvolvendo serviços semelhantes aos das startups ou se associando a elas. Com o Open Banking, a tendência deve aumentar ainda mais. “Aqui no Asaas, estamos no melhor momento possível: temos investimento, uma base de clientes boa e uma parceria que consegue nos ajudar a dar o crédito certo para a pessoa certa”, pontua Piero.

Clientes e faturamento

Mas não é só de investimentos que sobrevivem as fintechs. Muitas empresas do segmento, ao contrário das expectativas, tiveram retornos altíssimos de faturamento e base de clientes. Fundada em 2017, a bxblue, marketplace de crédito consignado, surpreendeu com a consolidação do modelo de negócios e um crescimento muito acima da média em 2020.

Em 2020, superaram a marca de um milhão de usuários buscando empréstimos através da plataforma. O ano marcou também um crescimento de receita de 10x, em comparação a 2019. “Foi um ano incrível para a bxblue”, diz o cofundador Roberto Braga ao Yahoo! Finanças. “A pandemia fez com que hábitos antigos tivessem que ser transformados”.

A BizCapital, startup criada em 2017, viu seu negócio de serviços financeiros digitais para empreendedores crescer em 2020. “A pandemia trouxe muitos desafios e incertezas. Tudo aconteceu muito rapidamente e precisamos nos adaptar para ajudar nossos clientes. Houve uma grande demanda por crédito durante o período de lockdown. À medida que as atividades retornaram, a situação foi voltando ao normal”, diz Francisco Ferreira, CEO.

Assim, nesse cenário, a BizCapital registrou um crescimento de mais de 70% esse ano, apesar de todas as dificuldades. “A crise trouxe muita visibilidade para o setor e mostrou para toda a sociedade a importância das pequenas empresas para a economia”, diz o executivo, ao ser questionado sobre o cenário. “O setor ganhou ainda mais destaque. As pessoas perceberam que as soluções digitais funcionam e são muito mais práticas”.

Preparação para 2021

Apesar do ano positivo para grande parte das fintechs, ainda não é hora de afrouxar o cinto de segurança para 2021 -- para outras empresas, inclusive, é a hora de arrumar a casa. A Listo, fintech que tem o propósito de promover a autonomia financeira de pequenos e médios empreendedores, tem 100 mil clientes em mais de 1.700 municípios em todos os estados do Brasil. No entanto, enfrentou dificuldades e agora mira um novo horizonte.

“Que 2020 tem sido um ano difícil, não é novidade; mas enxergo também na dificuldade caminhos para novas oportunidades”, diz Olavo Cabral Netto, CEO da startup, ao Yahoo! Finanças. “Assim que nos deparamos com o cenário de incertezas trazido com a pandemia, refizemos a nossa estratégia e focamos no desenvolvimento de novos produtos. 2021 será um ano para colocar na rua essas novas soluções”, finaliza, sem entrar em detalhes.

Segundo ele, essa crise serviu para mostrar as barreiras que ainda existem no mercado. “O grande desafio para as fintechs em geral continua sendo se posicionar não só como um produto inovador, mas sim como uma empresa sustentável, social e economicamente”, diz. “É fundamental investir e ampliar a oferta de produtos e com a Listo não é diferente”.

Há, também, a persistência do ambiente sombrio no Brasil e no mundo por conta da covid-19. “Ainda vemos uma incerteza grande no mercado. Estamos passando por uma segunda onda de casos e não está claro se teremos novos lockdowns. Todos esses fatores trazem insegurança”, diz Francisco, da BizCapital. “[Mas o setor] vai crescer muito mais. Tivemos a chegada do PIX e teremos o Open Banking. São muitas oportunidades de negócios. As empresas agora estão mais maduras, crescendo cada vez mais”.

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