Mercado fechado
  • BOVESPA

    116.134,46
    +6.097,67 (+5,54%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    45.429,75
    +802,95 (+1,80%)
     
  • PETROLEO CRU

    83,34
    +3,85 (+4,84%)
     
  • OURO

    1.708,60
    +36,60 (+2,19%)
     
  • BTC-USD

    19.560,25
    +399,38 (+2,08%)
     
  • CMC Crypto 200

    444,05
    +8,70 (+2,00%)
     
  • S&P500

    3.678,43
    +92,81 (+2,59%)
     
  • DOW JONES

    29.490,89
    +765,38 (+2,66%)
     
  • FTSE

    6.908,76
    +14,95 (+0,22%)
     
  • HANG SENG

    17.079,51
    -143,32 (-0,83%)
     
  • NIKKEI

    26.215,79
    +278,58 (+1,07%)
     
  • NASDAQ

    11.308,75
    +273,25 (+2,48%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,0741
    -0,2338 (-4,40%)
     

Mesmo após corte, gasolina segue mais cara no Brasil do que no exterior

*ARQUIVO* SAO PAULO, SP, BRASIL.- 30.09.2021 - Posto de combustivel na Bela Vista vende gasolina por 40 centavos o litro no limite de 10 litros por veiculo. Foram distribuidas 400 senhas e cada um teria que estar com o veiculo na fila até as 15h. Formou uma fila de pedestres na esquina da rua Barata Ribeiro e depois uma fila de veiculos no mesmo local.    - (foto: Rubens Cavallari/Folhapress)
*ARQUIVO* SAO PAULO, SP, BRASIL.- 30.09.2021 - Posto de combustivel na Bela Vista vende gasolina por 40 centavos o litro no limite de 10 litros por veiculo. Foram distribuidas 400 senhas e cada um teria que estar com o veiculo na fila até as 15h. Formou uma fila de pedestres na esquina da rua Barata Ribeiro e depois uma fila de veiculos no mesmo local. - (foto: Rubens Cavallari/Folhapress)

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Mesmo após o corte de 4,8% anunciado pela Petrobras nesta segunda-feira (15), o preço da gasolina nas refinarias brasileiras segue acima da paridade de importação, conceito usado pela estatal que simula quanto custaria para trazer o produto do exterior.

Segundo cálculos da Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis), o preço médio do produto nas refinarias do país estava R$ 0,27 por litro acima da paridade na abertura do mercado desta terça (16), já considerando a queda anunciada pela Petrobras.

Isso significa que há margem ainda para novos cortes, caso as cotações internacionais do petróleo e o câmbio não disparem. A Petrobras tem repetido que prefere não repassar volatilidades momentâneas para o consumidor brasileiro.

O corte de 4,8%, que entrou em vigor nesta terça foi o terceiro em menos de um mês, com uma redução acumulada de 13%, o R$ 0,53 por litro. A empresa diz que o movimento acompanha a queda das cotações internacionais do petróleo.

O movimento ajuda a campanha pela reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL), que tinha sua popularidade afetada pela escalada dos preços dos combustíveis desde o fim do período mais duro de isolamento da pandemia do novo coronavírus.

Em maio, os preços da gasolina e do diesel atingiram recordes históricos nos postos brasileiros, movimento que culminou com a demissão de dois presidentes da Petrobras em pouco mais de um mês.

O governo decidiu ainda enfrentar estados no Congresso e aprovou uma lei limitando as alíquotas de ICMS a 17% e 18%. Os impostos federais sobre os combustíveis também foram zerados.

Desde o fim de junho, quando a lei do ICMS foi aprovada, o preço da gasolina vem em forte queda nas bombas. Na primeira quinzena de agosto, segundo a empresa de pagamentos eletrônicos ValeCard, caiu 9,16% em comparação com a média de julho, chegando a R$ 5,779.

A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) não vem publicando sua pesquisa semanal de preços dos combustíveis, principal indicador sobre o assunto, devido a um ataque hacker a seus sistemas.

Com a sequência de quedas nas bombas, Bolsonaro vem repetindo que o Brasil terá em breve uma das gasolinas mais baratas do mundo. Mas dados do site especializado Global Petrol Prices indicam que o país não vem avançando no ranking, já que o produto também ficou mais barato em outros países.

Na última atualização do ranking, publicada no dia 8 de agosto, o Brasil ocupava a 51ª posição em uma lista de 169 países. É uma colocação pior do que o 47º lugar verificado um mês antes. Como os preços são convertidos para o dólar, porém, a variação cambial também tem efeito na comparação.

A lista da Global Petrol Prices traz o Brasil com preço médio de revenda a US$ 1,15. O 20º colocado, o Omã, tinha preço médio de US$ 0,62. O 30º, o Afeganistão, de US$ 0,97.