Mesmo com alta no crédito, inadimplência deve recuar em 2013

SÃO PAULO – Ainda que a oferta de crédito continue crescendo em 2013, a inadimplência do consumidor deve recuar no próximo ano. A previsão é da ACSP (Associação Comercial de São Paulo).

De acordo com o economista e superintendente da Associação, Marcel Solimeo, o menor ingresso de novos consumidores, pelo fato da entrada expressiva em anos anteriores, aliado ao maior rigor na concessão de crédito e manutenção do nível de emprego são os fatores que explicam a redução da inadimplência no próximo ano.

Além disso, as campanhas de renegociação de débitos que ocorreram nos últimos meses deste ano, também contribuíram para a tendência de queda na inadimplência do consumidor.

“A expectativa para 2013 é que haja um maior crescimento das vendas no varejo considerando três fatores: o expressivo crescimento do emprego e da massa salarial, a continuidade da baixa dos juros (Selic) ao menor patamar da história e a queda da inadimplência resultante das fortes campanhas de renegociação de dívidas que aconteceram nos últimos meses de 2012”, ressalta o presidente da ACSP e da Facesp (Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo), Rogério Amato.

Crédito
Já o crédito, observa a ACSP, deve continuar crescendo no ano seguinte, contudo com menor intensidade. O aumento, diz a Associação, deve ser impulsionado pelas linhas com garantia, como o financiamento imobiliário, de veículo e o crédito consignado.

“Não há nada que ameace o bom desempenho no ano que vem (…) Há espaço para o crescimento sustentável do crédito, especialmente o imobiliário, que é relativamente baixo, em relação a outros países”, diz Solimeo.

2012
Ainda conforme a ACSP, em 2012, o registro de inadimplentes apresentou alta de 7,4% no acumulado do ano. Por outro lado, os registros cancelados e as renegociações de crédito, devem apresentar alta maior, de 12,6% na mesma base, o que seria mais um sinal de queda na inadimplência nos próximos meses.

Considerando o movimento do comércio como um todo, espera-se uma reação de compras até o Natal com o uso da segunda parcela do 13º salário, considerando que as intenções de compra subiram de 18% em 2011 para 22,7% este ano.

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