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Mesclando cinema e teatro, experimento cênico debate sexualidade e saúde mental

·3 minuto de leitura

RIO — Mesclando as diversas linguagens presentes no cinema e no teatro, o experimento cênico "Transe" se aproveitou das incertezas da pandemia para apresentar uma história em um formato até então inédito a parte do público. Tendo estreado na última quinta-feira, 17, no YouTube, o projeto apresenta as duas personalidades de um garoto de programa em meio a uma teia de discussões que permeiam valores morais, saúde mental e sexualidade.

Gravado em uma casa em Santa Teresa e baseado em relatos reais, "Transe" apresenta a conflituosa relação entre João, um jovem tomado por desejos libertinos e Nicolas, um extravagante garoto de programa. Duas partes de um corpo só, Nicolas se vê tomado por excesso de remédios para aguentar a vida na prostituição, que acaba afetando também a vida de João, e juntos precisam mergulhar em uma busca por sua verdadeira essência. Pedro Henrique Lopes interpreta João, enquanto Oscar Fabião dá vida a Nicolas, a direção fica por conta de Diego Morais.

A obra, concebida originalmente como uma peça de teatro, quase se transformou num filme, devido a empecilhos trazidos pela pandemia, mas, com o tempo, um formato híbrido se tornou ao única opção. Com os teatros fechados e a necessidade de uma grande equipe de filmagens para um longa, a equipe considerou necessário criar algo inovador.

— Com o aumento dos casos, optei por transformar o projeto em um experimento audiovisual. Pudemos experimentar linguagens e caminhos para contar a história. Há a teatralidade, através de recursos com luzes, projeções, uma interpretação mais parecida com a dos palcos, as cenas feitas quase ao vivo...mas ter uma câmera captando o processo mudou tudo, ela serve quase que como um expectador, como se estivesse nos espionando — conta Diego Morais.

Durante o processo de gravações, Pedro, Oscar e Diego passaram uma semana isolados em uma casa em uma vila de Santa Tereza, majoritariamente formada por artistas. O processo foi intenso, por terem um prazo curto para terminar o trabalho.

— A vista para a cidade era arrebatadora. De um lado olhávamos para a Baía de Guanabara e o Pão de Açúcar, o melhor cartão postal da cidade. Já do outro tínhamos a floresta da Tijuca e o Cristo Redentor — enaltece o diretor, que admite ter se apropriado de elementos ao redor para a história: — Apesar de estarmos em um lugar tranquilo, havia algumas pessoas com som muito alto por perto, quase uma aglomeração. Então além das paisagens maravilhosas, até aproveitamos o som de fundo para a história em algumas cenas.

Diego acredita que apesar de não se tratar de uma produção enorme, é possível que a pandemia possa facilitar o acesso do público ao projeto. Segundo ele, o isolamento tornou parte dos consumidores de audiovisual mais ansiosos, e a conveniência de se estar em casa, aliada a curiosidade de um formato inovador, podem ser combustíveis para que a obra percorra um caminho de maior visibilidade:

— O público que consome esse tipo de produção ainda é muito segmentado, mas acredito que há uma parcela de pessoas dentro de casa sedentas por conteúdo. Com a pandemia percebemos uma formação de um novo público, que ainda está se estabelenco, mas que aproveitam da conveniência de estarem em suas casas para aproveitarem da ansiedade de consumir produções de qualidade. E a experiência é atrativa para eles já que não é cinema e nem teatro, é uma coisa totalmente nova.

O experimento foi disponibilizado gratuitamente, mas é preciso resgatar um ingresso através da plataforma Sympla.

*Estagiário, sob a supervisão de Milton Calmon Filho

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