Merkel elogia acordo da UE sobre o supervisor bancário comum

Berlim, 13 dez (EFE).- A chanceler alemã, Angela Merkel, parabenizou nesta quinta-feira o acordo feito pelos ministros de Economia e Finanças da UE (Ecofin) para estabelecer os fundamentos do supervisor bancário comum, uma proposta que recolhe todas as exigências que ela tinha colocado.

Em seu discurso no Bundestag (câmara dos deputados) anterior à cúpula europeia, a chefe do governo alemão destacou que o acordo marca uma "clara separação" entre as funções do Banco Central Europeu (BCE) como autoridade em matéria de política monetária e, a partir de 2014, como supervisor bancário.

Além disso, ressaltou que o supervisor comum não controlará as 6 mil entidades financeiras da Europa, mas somente os bancos qualificados como "sistêmicos", aqueles cujos ativos superam os 30 bilhões de euros ou 20% do Produto Interno Bruto (PIB) do país membro ao qual pertence.

O supervisor bancário é um dos pilares sobre os quais se sustentará a união bancária a que tende a eurozona, que se encontra em um processo de reforma "duro" mas "irremediável", segundo a chanceler.

Merkel disse que nesse processo, a Europa já realizou avanços significativos, como a iniciada do fundo de resgate permanente, a assinatura do pacto fiscal, a "redução à metade" dos déficits fiscais, os avanços na regulação bancária, o acordo de 11 países para introduzir um imposto às transações financeiras e a melhora da competitividade.

Quanto à competitividade, destacou "os avanços da Espanha e de Portugal", que com sua redução dos custos unitários estão mais competitivas, como mostram os recentes aumentos de suas exportações.

A mandatária também fez uma convocação a desenvolver as virtudes da União Europeia (UE) em tempos de crise para que o continente continue sendo lugar de "paz, liberdade e bem-estar".

"Isso deve nos guiar sempre, em todas as decisões que precisemos tomar", já que a Europa deve cumprir com suas promessas de paz e bem-estar, disse a chanceler.

Merkel aproveitou o discurso, ainda, para reiterar sua rejeição a qualquer tipo de coletivização das dívidas públicas na eurozona - via eurobonos ou fundo de amortização - e ao estabelecimento de transferências financeiras encobertas - via estabilizadores automáticos comuns.

Para a chanceler, a cúpula europeia que começa nesta tarde em Bruxelas terá um "bom resultado" se os líderes dos 27 elaborarem um "roteiro" para o trabalho necessário nos próximos meses. EFE

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