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Merkel e Macron criticam Grécia por regras frouxas para viagens

·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e o presidente da França, Emmanuel Macron, criticaram a Grécia e outros países dependentes do turismo por aceitarem visitantes que foram imunizados com vacinas chinesas e russas, consideradas menos eficazes. A postura sinaliza a possibilidade de mais restrições às viagens antes do pico da temporada turística.

Durante uma cúpula de líderes da União Europeia a portas fechadas em Bruxelas na quinta-feira, a chanceler alemã disse que estados membros como a Grécia estão recebendo viajantes imunizados com a vacina Sputnik, embora esta não tenha sido aprovada pela agência reguladora do bloco e não esteja claro se o imunizante é eficaz contra a variante delta do coronavírus, mais contagiosa.

Depois da entrada em determinado país, esses visitantes podem circular livremente pela zona livre de fronteiras da UE, disse Merkel aos líderes, de acordo com duas autoridades a par da conversa.

Os comentários de Merkel reforçam os sinais de alarme crescente em Berlim e outras capitais da UE sobre a propagação de mutações do coronavírus mais contagiosas que poderiam provocar outra onda de hospitalizações e mortes, mesmo com alguns países da UE com pressa em retomar o turismo e fortalecer suas economias em crise. Sobre os comentários de Merkel, uma autoridade da Grécia disse que a maioria dos líderes adotou uma abordagem mais pragmática, reconhecendo que a variante delta já se espalhou pela UE e não há razão para nervosismo sobre as viagens.

Macron também apoiou a chanceler alemã, e os dois avaliaram a possibilidade de uma proibição total de visitantes de países onde casos da variante delta estão em alta, interpretada como uma referência ao Reino Unido, de acordo com as autoridades. No Reino Unido, a propagação da variante delta levou à extensão das regras de distanciamento social até meados de julho. Tanto Grécia quanto Chipre dispensaram quarentenas para visitantes que apresentem certificado de vacinação com a Sputnik, da Rússia, e com a chinesa Sinopharm.

Merkel disse ao parlamento alemão que discutirá questões fronteiriças de alguns estados membros da UE, especialmente quando se trata de países não pertencentes ao bloco.

“Mesmo hoje, os estados membros ainda não coordenam as entradas de terceiros países, especialmente de áreas com variantes do vírus, de maneira suficiente”, disse. “Também vou abordar esse problema de forma crítica na cúpula.”

Os líderes da UE concordaram que a vacinação deve ser acelerada e que as fronteiras internas e externas do bloco sejam abertas com cautela e de forma coordenada. Pediram a rápida adoção do certificado da Covid-19 do bloco para facilitar as viagens e solicitaram uma implementação coerente por todos os estados membros.

Há uma preocupação crescente de que nem todos na UE sejam vacinados com os mesmos padrões e que o bloco possa enfrentar outra onda de Covid-19, disse um dos diplomatas familiarizados com a discussão da cúpula. Merkel disse aos líderes que, com a propagação das mutações, o início da imunização com doses de reforço pode ter que ser antecipado para o início do outono no hemisfério norte, disse o diplomata.

O porta-voz de Macron não quis comentar. O gabinete de Merkel não respondeu de imediato a um pedido de comentário.

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©2021 Bloomberg L.P.

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