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Mercosul analisa integração pós-pandemia em sua primeira cúpula virtual

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O ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Antonio Rivas (e), e seu homólogo do Brasil, Ernesto Araujo (d), posam para uma foto antes de sua reunião em Assunção, em 3 de fevereiro de 2020
O ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Antonio Rivas (e), e seu homólogo do Brasil, Ernesto Araujo (d), posam para uma foto antes de sua reunião em Assunção, em 3 de fevereiro de 2020

Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai analisam a partir desta segunda-feira (29) o futuro da integração comercial no Mercosul após a pandemia de coronavírus, que obrigou o bloco a fazer sua primeira cúpula virtual em quase três décadas.

Fundado em 1991, o grupo celebra na quinta-feira sob a presidência pro tempore do Paraguai uma inédita cúpula na qual técnicos, ministros e presidentes conversarão por videoconferência, com uma agenda de assuntos focada no comércio regional na era da COVID-19.

"Estamos nesta situação muito especial que temos que viver devido à pandemia de coronavírus, que nos pegou de surpresa", disse o ministro paraguaio Antonio Rivas.

"Estamos iniciando a atividade com uma programação muito intensa. Começamos com uma reunião da Comissão de Comércio, que neste primeiro semestre teve um desempenho muito significativo, para analisar 37 normas que serão levantadas para aprovação", explicou o vice-ministro Didier Olmedo, em coletiva de imprensa.

A maioria dessas normas está ligada a questões de tarifas para lidar com a situação específica gerada pela pandemia, explicou o ministro paraguaio.

O Mercosul determinou que as decisões e reuniões levadas adiante durante a presidência pro tempore do Paraguai, que termina na quinta-feira e passará às mãos do Uruguai, "terão vigor legal dentro do tratado e decidido em videoconferências com os quatro países".

O principal tópico de análise esta semana são as oportunidades de integração produtiva pós-pandemia.

Na segunda-feira, o Fórum de Consultas e Acordos Políticos do bloco se reuniu com representantes do setor açucareiro para analisar - após 10 anos sem reuniões - a situação da economia regional entre os líderes do setor.

O setor açucareiro não está incluído no Mercosul. "Acordamos com nossos parceiros em realizar uma pesquisa para trocar informações e experiências bem-sucedidas em relação ao setor", afirmou Olmedo.

As reuniões dos órgãos de decisão do bloco, ministros da Economia e presidentes dos Bancos Centrais, a reunião ordinária do Conselho do Mercado Comum e a Cúpula de Presidentes ocorrerão entre terça e quinta-feira e marcarão a conclusão da presidência semestral do Paraguai.