Mercado abrirá em 8 h 15 min

Mercosul e bloco de 4 países europeus fecham acordo de livre comércio

Bolsonaro celebrou acordo, mas não detalhou quais os termos estabelecidos - Foto: REUTERS/Adriano Machado

RESUMO DA NOTÍCIA

  • Bloco reúne Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein; informação foi publicada pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) em seu perfil no Twitter.

  • Ao todo, os quatro países que integram a área de livre-comércio da EFTA equivalem a um mercado de 14 milhões de pessoas.

O Mercosul concluiu nessa sexta-feira (23) negociações para um acordo de livre comércio com o bloco Efta, que reúne Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein. A informação foi publicada pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) em seu perfil no Twitter.

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“Mais uma grande vitória de nossa diplomacia de abertura comercial”, disse Bolsonaro em texto na rede social na noite dessa sexta (23).

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O ex-capitão ainda complementou que o bloco tem PIB de 1,1 trilhão de dólares e é o “9° maior ator comercial do mundo”. Por outro lado, Bolsonaro não detalhou quais os termos do acordo. A expectativa é que isso seja explicado posteriormente pelas delegações dos dois blocos.

O pacto é selado após o tratado entre Mercosul e União Europeia (UE), anunciado em julho, embora o acordo esteja sob risco em função dos incêndios na Amazônia. Os governos de França e Irlanda ameaçaram não ratificá-lo se Bolsonaro não se comprometer a mudar sua política ambiental para a região.

Ao todo, os quatro países que integram a área de livre-comércio da EFTA equivalem a um mercado de 14 milhões de pessoas. Em conjunto, o Mercosul exporta cerca de US$ 3 bilhões por ano ao bloco.

À agência de notícias Efe, fontes do governo brasileiro informaram que o acordo com a EFTA foi facilitado em parte pela conclusão das longas negociações com a UE, que se estenderam por quase 20 anos. O acordo representa um “excelente cartão de visitas” para o Mercosul.

Em nota, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) definiu que o acordo com a EFTA se trata de um “passo importante na estratégia de abertura comercial do Brasil e na maior inserção internacional da indústria”.

Pata o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Abijaodi, o bloco europeu tem economias importantes, que, juntas, importam cerca de US$ 400 bilhões, valor superior às importações do Mercosul. “O acordo deve abrir o mercado para produtos importantes do Brasil, que atualmente enfrentam tarifas como alumínio, laminados de ferro, produtos químicos, autopeças além de aumentar cotas para os produtos agrícolas como carne”, diz o diretor na nota da CNI.

Conforme a entidade, as exportações brasileiras para os países do EFTA hoje estão no menor nível da última década. Em 2014 segundo dados divulgados pela entidade, o Brasil chegou a vender US$ 3,3 bilhões, valor que caiu para US$ 1,8 bilhão em 2018.