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Mercedes-Benz pisa no acelerador em disputa com Tesla

·2 minuto de leitura

Por Nick Carey

LONDRES (Reuters) - A controladora da Mercedes-Benz, Daimler, planeja investir mais de 40 bilhões de euros até 2030 para ficar pronta para enfrentar a Tesla no mercado de veículos elétricos, mas alertou que a mudança na tecnologia vai levar a demissões.

A montadora alemã afirmou nesta quinta-feira que vai construir com parceiros oito fábricas de baterias para ampliar a produção de veículos elétricos. A partir de 2025, todas as novas plataformas de veículos serão voltadas para motorização elétrica, afirmou a companhia.

"Queremos realmente ir atrás disso...e ser predominantemente, se não todo elétrico, até o final da década", disse o presidente-executivo, Ola Källenius, acrescentando que o investimento em tecnologia de motor a combustão será "próxima de zero" até 2025.

Entretanto, a Daimler, que será renomeada para Mercedes-Benz como parte do plano da empresa de se separar de sua divisão de caminhões este ano, não deu um prazo sobre o fim das vendas de veículos movidos a combustíveis fósseis.

Algumas montadoras como a Volvo Cars se comprometeram a terem apenas veículos elétricos até 2030, enquanto a General Motors pretende ter apenas modelos movidos a bateria até 2035, enquanto tentam reduzir a distância que as separam da líder Tesla.

"Precisamos mover o debate para além de quando será fabricado o último motor a combustão porque isso não é relevante", disse Källenius. "A questão é quão rápido você pode escalar para ser perto de 100% elétrico e é sobre isso que estamos nos dedicando."

O anúncio da Daimler ocorreu uma semana depois que a União Europeia propôs uma proibição efetiva sobre a venda de novos carros movidos a gasolina e diesel a partir de 2035, como parte de um amplo pacote de medidas de combate ao aquecimento global.

DECISÕES DIFÍCEIS

Na Mercedes-Benz, a mudança vai implicar uma queda de 80% nos investimentos em motores a combustão e tecnologias híbridas entre 2019 e 2026, algo que o grupo alertou que vai levar a demissões.

Os veículos elétricos podem ser produzidos com menos peças que os a combustão e por isso precisam de menos trabalhadores para serem montados.

"Uma transformação de nossa força de trabalho envolve decisões difíceis. Sim, precisamos e vamos reduzir nossos custos com pessoal", disse a diretora de recursos humanos da Mercedes-Benz e integrante do conselho de administração, Sabine Kohleisen.

A Daimler afirmou que até 2025 espera que os modelos elétricos e híbridos sejam responsáveis por 50% de suas vendas, mais cedo do que a projeção anterior de que isso aconteceria até 2030.

A montadora vai revelar três plataformas de veículos elétricos, uma voltada a carros e SUVs, uma para vans comerciais e uma para veículos de alta performance, que serão lançadas em 2025.

A Daimler também comprou a britânica YASA para ajudá-la a desenvolver motores elétricos de alta performance.

A empresa afirmou que vai construir 200 gigawatt-hora (GWh) em capacidade de células de baterias. Quatro das novas fábricas ficarão na Europa e uma nos Estados Unidos.

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