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Mercados emergentes lideram ganhos entre títulos globais em 2021

·3 min de leitura

(Bloomberg) -- Com a retirada dos estímulos de bancos centrais, a demanda por títulos de mercados emergentes tinha tudo para ser mais fraca este ano. No entanto, a dívida global com melhor desempenho tem sido de países em desenvolvimento.

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Títulos soberanos emitidos pela África do Sul, China, Indonésia, Índia e Croácia lideram o ranking de 46 mercados mundiais em 2021, de acordo com dados compilados pela Bloomberg ao longo da semana passada. Sozinhos, conseguiram resistir ao maior salto anual dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA desde 2013, um choque poderoso o suficiente para impactar as chamadas operações de carry trade (arbitragem de juros) e ações de mercados emergentes.

Retornos positivos em cinco mercados devem dar aos investidores certa confiança de que o Federal Reserve poderá reduzir as compras de ativos e começar a elevar os juros sem provocar um aumento da volatilidade global. Uma análise mais profunda do desempenho de 2021 mostra que os títulos com melhor desempenho caíram principalmente em termos de preço, mas os retornos dos cupons foram altos o suficiente para compensar essas perdas.

No geral, títulos de mercados emergentes mostram queda de 1,3% em 2021, segundo um índice da Bloomberg. Ainda assim, o desempenho é muito melhor do que durante a turbulência de 2013, conhecida como “taper tantrum”, quando o sinal do Fed de que reduziria as compras de ativos levou a uma queda de 3,8% ao longo do ano, incluindo uma queda de 11%, de uma máxima em maio para uma mínima três meses depois.

Os diferenciais de cupons e taxas de juros “desempenharão um papel importante” nas decisões de investimento em um ambiente de aperto monetário em 2022, disse Shafali Sachdev, chefe de renda fixa, moedas e commodities para a Ásia na BNP Paribas Wealth Management, em Singapura. “Investir em títulos de mercados emergentes selecionados pode ser uma forma preferencial de conseguir isso, em vez de alongar a duração ou diminuir a curva de crédito.”

Títulos da África do Sul têm liderado o mercado global neste ano, com retorno total de 8,7%, apesar de o país ter sido o primeiro a identificar a variante ômicron do coronavírus em novembro. Um ganho de cupom de 9,02% compensou uma perda de 0,79% causada pela queda dos preços dos títulos, segundo dados da Bloomberg.

Os títulos chineses registram alta de 5,6% em 2021, os da Indonésia sobem 5,2%, os da Índia avançam 2,7%, e os da Croácia mostram ganho de 1%.

As maiores perdas foram registradas na Hungria, Peru e Chile: três países onde os bancos centrais aumentaram os juros ao longo do ano.

Otimismo

Títulos da África do Sul, Indonésia e China devem ampliar os ganhos em 2022, segundo o HSBC.

Uma “postura levemente altista” é garantida na África do Sul, já que o mercado de dívida do país tem uma das curvas mais inclinadas e maiores rendimentos reais entre mercados emergentes, e oferece um carry trade bastante considerável mesmo em uma base de hedge cambial, disseram analistas liderados por André de Silva em Hong Kong, em relatório este mês.

A Finisterre Capital também aposta na dívida da África do Sul e da Indonésia.

Muita coisa melhorou neste ano em países de mercados emergentes com desafios fiscais, entre eles a África do Sul, disse Damien Buchet, diretor de investimentos da gestora de Londres com foco em dívidas de mercados emergentes. “Ainda adoramos” o mercado de títulos do país por esse motivo, afirmou.

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